Tigre decepciona de novo e apenas empata em casa

Não foi uma partida habitual no estádio Heriberto Hülse. As arquibancadas estavam mais quietas que o normal, isso devido ao protestos silencioso realizado pelas torcidas organizadas do Criciúma. Sem o som da banda e as musicas, a falta de ânimo tomou conta também do campo. Um 0 a 0 sem graça deu a tônica do confronto contra o Juventude, na noite desta terça-feira, no Majestoso. Foi um jogo com poucas chances de ambos os lados. Ao final, vaias e protestos nas arquibancadas e do lado de fora do Majestoso.
O Criciúma começou a partida tentando pressionar o Juventude, que saía apenas nos contra-ataques. Aos poucos, o time da Serra Gaúcha se estabilizou na partida e manteve mais a posse de bola. O Tigre priorizava a marcação e tentava surpreender o adversário. Mesmo jogando em casa, o Tricolor Carvoeiro tinha mais proteção defensiva e jogava mais atrás. Em jogo fraco tecnicamente, as equipes pouco criavam. Aos 14 minutos, Marlon tocou a bola e Zé Carlos não dominou. A torcida carvoeira chiou e o centroavante pediu apoio das arquibancadas, como se estivesse sentindo falta de algum componente do jogo. O silêncio dos torcedores, sem as bandas das Organizadas, aumentava a percepção das conversas em campo e também os sons típicos da jogo como os estouros nas disputas de bola.
Com Alex Maranhão muito adiantado e Jean Mangabeira à frente, o Criciúma não tinha criatividade no meio campo, enquanto o time gaúcho tentava apenas os contra-ataques. A primeira chance de gol surgiu aos 20 minutos: Choco recebeu pela direita, cortou para o meio e chutou para grande defesa de Luiz, que se antecipou bem e pegou. Dois minutos depois, Zé Carlos tabelou com Alex Maranhão que, aberto pela esquerda, bateu para defesa de Matheus Cavichioli. A partida tinha pouca produção ofensiva e se apresentava truncada. Aos 23 minutos, Zé Carlos foi derrubado na intermediária pela esquerda. João Paulo bateu e a bola subiu. A pequena pressão do Tigre seguiu aos 26 minutos: Alex Maranhão bateu falta, ao lado da área, pela direita, e Matheus colocou para escanteio. 
A partida seguia lenta e sem criação de grandes jogadas. O Tigre chegou novamente na bola parada. Aos 32 minutos, Alex Maranhão cobrou falta e a bola subiu. O Criciúma só ameaçava em jogadas de bola parada. O adversário também pouco ameaçava. O primeiro tempo finalizou com sucessivos erros de ambas as partes e, mais uma vez, Zé Carlos pedindo apoio e dialogando com a calada torcida.

História se repete na etapa final
Na etapa final, o Tigre voltou com mais empenho, mas não conseguia criar chances de gol. Aos sete minutos, Sueliton cruzou e Alex Maranhão pegou de primeira e finalizou para fora. Com Andrew no lugar de Maranhão, o Tricolor Carvoeiro tentou ser mais ofensivo e “incendiar” a partida. Aos 14 minutos, o jovem sofreu falta pela direita. Na cobrança, a zaga do time gaúcho afastou. No minuto seguinte, a zaga do Tigre falhou e, como no primeiro tempo, Luiz salvou o time nos pés de Choco.
Aos 21 minutos, em uma mistura de vaias e aplausos, saiu Zé Carlos e entrou Nicolas. O time do Criciúma ficou mais leve no ataque e passou a pressionar mais o Juventude, mas sem muito perigo e com poucas chances criadas. Aos 29 minutos, a maior chance do segundo tempo para o time gaúcho: Fred cobrou falta da direita e Diones desviou, mas a bola saiu, muito perto da trave. 
Aos 35 minutos, após uma disputa de bola, o lateral esquerdo Marlon deu um pisão nas costas de Fellipe Mateus e levou cartão vermelho direto. O Criciúma ficou com um jogador a menos. Aos 38 minutos, Luiz Fernando bateu escanteio, a zaga afastou, Liel jogou para a área novamente e João Paulo finalizou pela linha de fundo. Aos 42 minutos, Neuton foi expulso e igualou novamente o número de jogadores em campo. No minuto seguinte, Fred foi expulso e deixou os gaúchos com nove jogadores. Nos acréscimos, Eduardo pegou um rebote e chutou forte, mas a bola saiu, caprichosamente, ao lado da trave. No final, o primeiro ponto somado, porém, decepção em mais um jogo sem vitória do Criciúma. Ao fim do jogo, gritos de “time sem vergonha” nas arquibancadas e sem palavras dos jogadores.

Fonte: Portal DN Sul

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