Governador apresenta balanço de ações no Estado

“Agora é tempo de desafios. Esse tumor que veio para fora assusta, mas precisa ser tratado o quanto antes”, declarou o governador Raimundo Colombo durante coletiva na Amurel ontem à tarde, em Tubarão.  Com uma nova maneira de apresentar um balanço do ano, o governador iniciou uma série de entrevistas em diferentes regiões do Estado. A primeira ocorreu na última sexta-feira, em Joaçaba. Ontem à tarde, foi a vez do Sul receber o chefe do executivo catarinense, que atendeu representantes dos municípios de abrangência das ADRs de Criciúma, Araranguá, Tubarão, Laguna e Braço do Norte.   Além de fazer a prestação de contas, a reunião regional serviu para o governador falar sobre as perspectivas para 2017. Para Colombo, ações como não aumentar impostos e não parar obras fazem com que a recuperação econômica de Santa Catarina seja mais rápida. Colombo citou a renegociação da dívida pública com a União e a reforma da Previdência no Estado, como medidas que ajudaram a manter o equilíbrio das contas. O novo modelo de previdência, que já está servindo de exemplo para outras unidades da federação, aumenta a alíquota do contribuinte, estabelece o teto padrão do INSS para os novos servidores e cria a Previdência Complementar, a exemplo do modelo adotado no sistema privado. “Tem que fazer as reformas que são indispensáveis. Em Santa Catarina, tivemos essa coragem de corrigir problemas que causam prejuízos ao governo e à sociedade”, afirma. De acordo com o governador, com essas medidas foi possível fechar as contas do ano de forma positiva, pagar a segunda parcela do 13° em 14 de dezembro e antecipar o salário para dia 21 de dezembro.

Setor de saúde em situação precária A saúde é uma necessidade básica do cidadão e está em colapso com a falta de recursos. O governador explica que o déficit do Estado está em torno de R$ 700 milhões, e que a emenda da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), a qual aumenta progressivamente o valor mínimo a ser aplicado no setor em até 15% da arrecadação do Estado, ainda não é o suficiente. Segundo a redação da emenda, devem ser aplicados 13% da arrecadação do Estado na saúde a partir de 1º de janeiro de 2017. A partir de 1º de janeiro de 2018, o percentual mínimo será de 14%. Por fim, será de 15% a partir de 1º de janeiro de 2019. Atualmente, o percentual mínimo é de 12%. “Saúde é um dos problemas mais sérios no país. Penso que os hospitais de pequeno porte não vão sobreviver se continuar com os recursos em baixa. O SUS é um ótimo modelo, mas será necessário priorizar pacientes por nível de renda. Há muitas pessoas que têm condições de pagar um plano e tiram a vaga dos que realmente precisam”, argumenta.

Parte das obras da Serra do Corvo Branco será concluída em 2017 ?Na região de Braço do Norte, o governador destacou as obras na Serra do Corvo Branco, que recebe pavimentação de 23 quilômetros em Grão-Pará. O trecho de Urubici até o início da serra será pavimentado pelo Exército, já a parte sinuosa da rodovia (quatro quilômetros), que compreende a serra, ainda está sob readequação de projeto. “Uma coisa que me marcou foi que um dia falaram que o Sul do Estado estava isolado por terra, água e ar. A situação, hoje, é diferente porque a duplicação da BR-101 está concluída, o Porto de Imbituba opera com excelentes resultados e o Aeroporto de Jaguaruna já tem três voos diários. São conquistas extraordinárias”, reconhece Colombo.?Ele destaca que uma das opções para a parte sinuosa da estrada seria a implantação de um túnel. “Acredito que seja a opção mais viável para esse trecho que apresenta risco de deslizamento de uma rocha. Até o fim do próximo ano a pavimentação será concluída”, ressalta. 

Aeroporto: projeto do terminal de cargas avança Questionado sobre o futuro do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, o governador relata que os investimentos são feitos e, agora, com três voos diários, a tendência é crescer. Ele enfatiza que o estudo para avaliar a possibilidade de instalação de um terminal de cargas é realizado por especialistas.“Santa Catarina movimenta cerca de R$ 5 bilhões/ano de importação via aérea e a implantação do terminal de cargas na região Sul é muito importante para a economia estadual”, garante Colombo.

Fonte: Notisul

Imagem: Priscilla Loch/ notisul 

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