“Preciso passar por cirurgia o quanto antes”

O ex-borracheiro Jackson Francelino Dias, de 38 anos, de Tubarão, pesa 197 quilos e não consegue fazer uma cirurgia de redução do estômago. Há anos, ele almeja o procedimento cirúrgico pelo Sistema único de Saúde (SUS), porém, sem sucesso. Ele relata que sempre esteve acima do peso, mas que a sua batalha para emagrecer ficou mais intensa quando os problemas de saúde intensificaram-se. Morador do bairro Monte Castelo, Jackson é portador de elefantíase, ou filariose, uma doença parasitária que afeta a circulação linfática.  Conforme Jackson, a situação está a cada dia mais difícil, os motivos são os mais diversos. “Não tenho como pagar uma cirurgia. Preciso realizá-la com urgência, mas como? Estava há 15 anos afastado do trabalho, era beneficiado com o auxílio-doença, mas fui cortado no mês passado. Minha avó, que morava comigo e mais quatro pessoas, faleceu há pouco mais de 50 dias”, lamenta. O borracheiro afastado de sua função e agora desempregado mora com uma irmã, que estava desempregada e voltou ao mercado de trabalho somente há uma semana, com o cunhado desempregado e com mais duas sobrinhas, de 10 meses e outra de 10 anos. “Quase nem consigo dormir direito com muitas preocupações. Estamos com dois talões de energia elétrica e também de água atrasados. Não tenho condições de trabalhar. Às vezes fico uma ou duas semanas direto na cama, tenho dificuldades em locomoção”, explica. Um grande problema da demora na fila de espera para a bariátrica é manter as condições favoráveis de um paciente para a cirurgia. A balança não é o único indicativo. Além do excesso de peso, é preciso atenção às doenças comuns na obesidade, como as cardíacas, hipertensão e diabetes. Sem tudo isso controlado, o paciente não pode ir para o bloco cirúrgico, Jackson é hipertenso há anos. Para não esperar a Cirurgia via SUS, com o apoio de alguns amigos promove ações sociais para arrecadar o montante necessário para o procedimento. Além das iniciativas, que deverão ocorrer nos próximos dias para alcançar o valor total, quem quiser ajudá-lo poderá realizar depósitos na Caixa Econômica Federal: agência: 0425; operação: 013; conta concorrente: 00166380-4, favorecido: Jackson Dias Francelino.

Diagnóstico da elefantíase?O diagnóstico é feito a partir da observação do indivíduo e de suas queixas, e pode ser comprovado por meio do exame de sangue. A elefantíase é uma doença de diagnóstico tardio porque evolui muito lentamente ao longo dos anos. O agente causador vai multiplicando-se dentro do indivíduo, mas gera sintomas que podem ser confundidos com outras doenças. O principal sintoma, que é o inchaço exagerado dos membros, pode ocorrer muito tempo depois da contaminação. Os sintomas são: • febre elevada; • dor de cabeça; • dor muscular;  intolerância à luz; • reações alérgicas • asma; • coceira pelo corpo; • pericardite; • linfedema dos braços, pernas, mamas ou escroto. Esses sintomas podem surgir de um mês até dez anos após a picada do inseto.

Tratamento O tratamento da elefantíase é feito com a ingestão de medicamentos, como o Dietilcarbamazina ou Albendazol, e por vezes é necessária a realização de cirurgia para correção do sistema linfático.

Transmissão?Ao picar o indivíduo, a larva presente no mosquito, ou na mosca, é transmitida e instala-se na corrente linfática, gerando os sintomas da doença. O infectado não passa a enfermidade para outros, mas se um mosquito o picar pode contaminar-se e contaminar outros com a sua picada, mesmo que esta pessoa ainda não tenha manifestado todos os sintomas da doença.

Causas A elefantíase é causada pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que causa a dengue; Anapholes ou Mansonia, à noite ou da mosca varejeira.

Prevenção A prevenção da elefantíase é feita com o uso de mosquiteiro para dormir; telas nas janelas e nas portas; evitar deixar água parada em pneus; garrafas e vasos de plantas, por exemplo; usar repelente diariamente; evitar locais com moscas e mosquitos, e cabe ao governo utilizar meios para combater as moscas e mosquitos como a pulverização de venenos pelo ar, como o fumacê e as medidas de saneamento básico.

 Fonte: Notisul

Imagem: Jailson Vieira 

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