Defesa pede revogação de decreto prisional

Um dia após a prisão temporária do vereador de Capivari de Baixo, Arleis Flávio Nunes Ribeiro (PSDB), o advogado de defesa, Antônio José Beltrame, protocolou, no início da tarde de ontem, o pedido de revogação do decreto prisional na comarca do município. O titular do Ministério Público em Capivari, Ernest Kurt Hammerschmid e a juíza Rachel Bressan Garcia Matheus devem analisar o pedido somente hoje.

Até ontem, às 19 horas, o representante do MP não tinha recebido a solicitação de revogação, a qual deveria ser encaminhada via magistrada. Neste caso, o promotor daria o seu parecer. Entretanto, a decisão é da juíza, se acata ou não tal pedido.

De acordo com Beltrame, a medida tomada foi vista como exagerada. “Entramos com a intenção da revogação prisional porque entendemos que o meu cliente não põe em risco a situação processual. Não há dúvidas que ele colaborou com as investigações. Além disso, possui residência fixa e é um empresário conhecido e conceituado na cidade. Se não for analisado amanhã (hoje), vamos entrar com o pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça, na capital”, pretende o advogado.

O vereador foi preso e afastado da função nesta terça-feira por determinação da justiça. Arleis é um dos investigados por indícios de crimes contra a administração pública, conforme o MP. Além disso, há indícios, segundo a promotoria, de que parlamentares exigiam uma porcentagem dos salários dos seus assessores comissionados. Para piorar, ainda segundo os promotores, alguns servidores não realizavam qualquer tipo de trabalho na Câmara, apesar da lotação em tal Casa, e ainda desenvolvem atividades particulares no horário em que deveriam prestar serviço no poder legislativo capivariense. 

Além da prisão de Arleis, três mandados de condução coercitiva e quatro de busca e apreensão foram cumpridos na operação do Gaeco na terça, na Câmara e nas casas de servidores. A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Criciúma e Florianópolis, com apoio do MP da Cidade Termelétrica. Outros vereadores podem ser presos.

Fonte: Notisul

Imagem: Jailson Vieira

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