Justiça ordena a prisão do 6º vereador

A juíza Rachel Bressan Garcia Mateus decretou a prisão de mais um vereador de Capivari de Baixo. O legislador Jonas Machado dos Santos (PMDB), que está em seu segundo mandato, prestou depoimento durante o dia de ontem no Fórum da Comarca, e logo depois foi encaminhado ao Presídio Regional Masculino, no bairro Bom Pastor, em Tubarão.  

Jonas também foi afastado de suas funções na Casa legislativa, assim como os colegas Arleis Flavio Nunes Ribeiro (PSDB), Jean Corrêa Rodrigues (PSDB), Ismael Martins, o Mael, (PP), Edison Cardoso Duarte, o Edison da Elétrica, (PMDB), Fernando Oliveira da Silva (PSB), estes também foram detidos em regime fechado. O vereador Manoel da Silva Guimarães, o Farinheira, (PT), foi apenas afastado e teve a sua prisão revogada por colaborar com a justiça.

A Casa parlamentar da Cidade Termelétrica tem sido alvo de uma megaoperação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Criciúma e Florianópolis, com o apoio da promotoria de justiça de Capivari. Dos seis legisladores presos, apenas dois foram liberados: Edison da Elétrica por meio de um Habeas Corpus nesta quarta-feira, e ontem Arleis foi liberado por ter cumprido dez dias na temporária. Há a possibilidade, porém, que as reclusões possam ser convertidas em preventivas, conforme os encaminhamentos das investigações.

São cinco meses de trabalhos da promotoria, e neste período foram apurados fortes indícios de que os vereadores exigiam, mensalmente, parte do salário dos seus assessores, ocupantes de cargo em comissão, alguns desses servidores nem exerciam efetivamente trabalho na Câmara. E o pior: desenvolveriam atividades particulares em horário em que deveriam prestar serviço no poder legislativo capivariense. O grupo também é acusado de corrupção ativa, passiva, peculato e suspeita de formação de quadrilha.

Com o afastamento de Fernando na quarta-feira e de Jonas ontem, o atual presidente da Câmara, Arlei da Silva (PPS), precisou convocar mais dois suplentes para o andamento das sessões, uma vez que no município são 11 vereadores e para que ocorram os encontros são necessários seis parlamentares, no mínimo. Com a prisão de seis e o afastamento de mais um, é impossível que as atividades possam ser realizadas.

Conforme o novo gestor, foram encerrados alguns contratos e ocorreram reduções de gratificações, tudo isso para terminar o ano com as contas quitadas. ”Estamos chamando os suplentes para as votações e também queremos finalizar a contabilidade da Casa, a qual estava bem precária. Peguei uma situação bastante complicada, um déficit de R$ 26 mil, mas estamos procurando realizar todos os procedimentos para deixar ‘redondinha’ a conta da Câmara”, enfatiza Arlei.

Fonte: Notisul

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