A depressiva Rodovia Jorge Lacerda

“A Jorge Lacerda não é cheia de buracos. Ela é cheia de saliências e depressões”. Assim, o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), João Fabris, define o acesso sul a Criciúma, responsabilidade do governo do Estado desde dezembro de 2015. Para atestar a tese de Fabris, a reportagem do Portal Engeplus percorreu os vinte quilômetros, dez de ida e dez de volta, entre a rótula de acesso a Forquilhinha e o encontro com a BR-101.

Buracos com cavidades evidentes, que criam riscos para os condutores e exigem desvios ou reduções bruscas de velocidade, contabilizamos 17, nove na pista BR-101 a Forquilhinha e oito no sentido oposto. Mas as saliências, das maiores às menores, são centenas. Sendo quase impossível quantificá-las, estimamos os remendos. Dos maiores aos menores, eles são mais de 900. São poucos os trechos onde é possível transitar algumas centenas de metros sem chacoalhar no carro. O excesso de velocidade é proibitivo.

A estrada ressente-se, ainda, de falta de sinalização. As placas são raras, esparsas, e olha que existem algumas mais novas, em particular as que sinalizam o caminho para Forquilhinha e Nova Veneza. Faltam tachões no meio da pista, os poucos que tem estão na área que costeia a área residencial do Verdinho. Há pontos, pelo menos quatro na altura da localidade de Capão Bonito, onde as saliências do asfalto se tornaram verdadeiros trilhos pontiagudos, no centro da pista e também na margem do acostamento. Acostamento, por sinal, que inexiste em toda a extensão da rodovia. São trechos de chão batido, esburacado e com pedregulhos. Em alguns lugares, intransitável.

Governador estadualizou
sem saber

Palco de inúmeros e recorrentes protestos de moradores e usuários revoltados com o abandono, a Jorge Lacerda mudou de status há 14 meses, quando deixou de ser municipal e passou à gestão do governo do Estado. Porém, há um ano, em março de 2016, o vice-governador Eduardo Pinho Moreira admitia que o governador Raimundo Colombo havia assinado o decreto de estadualização sem saber.

“Essa estadualização foi assinada em dezembro sem o conhecimento do governador, ele assinou um documento que não foi explicitado, senão ele não teria assinado”, admitiu na ocasião, em entrevista à Rádio Eldorado, o vice-governador. “A Jorge Lacerda era responsabilidade do município. A deterioração dela é responsabilidade do município. Não tem sentido. Você está com problemas na rodovia Orleans/Lauro Müller, que é estadual, outras estaduais também com problemas, aí você vai assumir uma da Prefeitura para ter mais um problema”, comentou Moreira, há um ano.

Muito asfalto
ja usado

Mesmo com a crítica à estadualização, o governo vem fazendo alguns paliativos no trecho. O secretário João Fabris conta que já houve o emprego de 10 a 15 toneladas de asfalto em cada operação tapa buracos no trecho. “Somente na primeira operação depois de a gente assumi-la, foram 30 toneladas de asfalto para tapar os buracos”, confirma.

Não há previsão de revitalização da Jorge Lacerda. Em recente reunião com lideranças e vereadores, o secretário de Estado da Infraestrutura, Luiz Fernando Cardoso Vampiro, adiantou que, quando houver um projeto, vai buscar recursos para melhorar a rodovia. Enquanto isso, cabe aos usuários atenção aos buracos, precaução nas saliências e cuidado com as depressões.

Fonte: Engeplus

 
 
 

A Meu SUL surgiu em 2008 e, durante oito anos, circulou na região sul como revista. Em 2016, Meu SUL renasce como um portal de notícias cujo objetivo é levar até você informação com a credibilidade que já era encontrada nas páginas da revista. A WebTV Meu SUL também é uma novidade. Acompanhe-nos através de nossos canais e fique por dentro de tudo que acontece na região!

Av. Getulio Vargas, 504. Ap 101. Centro
CEP: 88.750-000 - Braço do Norte - SC

Telefone: +55 (48) 3658-0092

Email: falecom@meusul.com.br

Newsletter