Morador de São Ludgero é exemplo de cidadão

Com muita consciência ambiental e o desejo de ver São Ludgero mais limpa e bonita, todos os sábados, bem cedinho, o aposentado Valdemar Zapelini, 63 anos, pega um balde, uma pazinha e uma vassoura e realiza uma limpeza geral na extensão de aproximados 300 metros da rua Daniel Brunning, no bairro Bela Vista, local onde mora e tem seu comércio.
Ele recolhe todo tipo de lixo, maiores e menores, jogados na via pública e passeios públicos e diz que continuará realizando a ação. O recolhimento vai desde embalagens plásticas diversas, papéis, latas de refrigerante até bituca de cigarro. Valdemar coloca tudo em sacolas para o caminhão do lixo levar no dia do recolhimento em seu bairro. Recentemente, Valdemar ampliou sua área de limpeza. Decidiu, também, dar uma geral ao redor do Centro Cultural Multiuso Dimas Schlickmann.
Os lixos que as pessoas jogam nas vias públicas e praças de São Ludgero gera um misto de indignação e pena no aposentado. “Em São Ludgero existem lixeiras nas praças, o caminhão do lixo recolhe certinho e as pessoas insistem em jogar lixo nas vias e praças como se fosse algo muito bom. Sinceramente, além da revolta dá até pena destas pessoas pela falta de consciência. Os pais levam filhos nas praças e com eles coisas para comer. Abrem as embalagens e jogam no chão. A criança vê e acha que terá que fazer a mesma coisa. Exemplo muito ruim”, declara.
Ele conta que a referência que despertou a ideia de realizar a limpeza geral na rua, semanalmente, foi a sua cunhada, Marlene Soethe Becker, que reside no mesmo bairro. “Ela recolhe também lixos maiores jogados quando caminha. Então, pensei que eu poderia fazer diferente, recolher todo tipo de lixo jogado na rua que resido e passeios públicos”, revela. Para Valdemar o lixo jogado nas calçadas e ruas podem entupir drenagens, contribuir com alagamentos, poluição do Meio Ambiente, os rios e riachos. “Além disso, lixo jogado deixa a cidade suja e cada vez mais feia”, ressalta. Ele alega ser tão simples cada pessoa cuidar de seu lixo em casa, na empresa, quando está passeando de carro ou até fazendo uma caminhada. “É só guardar o lixo, colocar em sacolas e depois o caminhão passa recolhendo. Simples assim. E, ainda, dão exemplo para filhos, netos e bisnetos”, completa. O maior desejo de seu Valdemar é ver um dia as pessoas de São Ludgero terem a mesma consciência das pessoas de países como a Dinamarca em relação ao lixo. “Não conheço pessoalmente este lugar, mas assisti reportagem e lá a consciência das pessoas em relação ao cuidado com qualquer tipo de lixo é muito avançado”, enfatiza.
Vários são os comentários sobre a limpeza realizada por Valdemar. Ele diz não se importar com os comentários, sejam positivos ou negativos. “Alguns elogiam outros dão risadas e criticam, acham que estou perdendo meu tempo, que virei funcionário da Prefeitura. Mas, não ligo. Eu estou dando a minha contribuição como ser humano, fazendo um pouco a mais por aquelas que não fazem nada, nem o básico, pelo contrário, ajudam a piorar a situação. Estou com minha consciência tranquila. Se eu puder despertar em alguma pessoa de São Ludgero a decisão de não jogar mais lixo nas ruas e praças, ficarei muito feliz”, conclui o aposentado.

Fonte: ASCOM

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