Rogério Cizeski envia comunicado

O ex-gestor da Criciúma Construções Rogério Cizeski, depois de ser afastado do controle da empresa e preso por um período, decidiu se manifestar sobre os problemas que enfrenta em um comunicado de oito páginas enviado à imprensa. Em Tubarão, as obras do edifício Alameda, que estava em execução na rua Coronel Cabral, no Centro, foram paralisadas em função da falência da empresa.

No comunicado, Rogério afirma que “a maioria das pessoas desconhece a realidade dos fatos sobre as questões judiciais em que estou envolvido”. Ele diz que sobrevive da ajuda de parentes e amigos, pois não estaria recebendo nenhuma renda da empresa.

O administrador ficou preso por algumas semanas, acusado de comercializar imóveis sem incorporação.

Ele afirma que a Criciúma Construções foi diretamente atingida pelo enfraquecimento do mercado nos últimos anos. “Como atuava quase exclusivamente no mercado imobiliário, a crise foi sentida de tal modo que me deparei com uma situação em que a Criciúma Construções possuía um comprometimento mensal de débitos muito maior que a entrada de receita. Com atrasos no cronograma das obras, deu-se início a vários processos judiciais e ações civis públicas”, afirma.

Ele diz ainda que, até abril de 2015, dos 20 empreendimentos com atraso a empresa conseguiu encaminhar a transferência de 14, por meio de acordos com associações e condomínios.

“Neste período, porém, antes que se tivesse conhecimento da proporção e da extensão da crise da Criciúma Construções e demais empresas, em 2014 fui submetido a pesadíssimas sanções judiciais”, afirma.

O comunicado ainda aponta que Rogério teria decidido por fazer o pedido de recuperação judicial “acreditando que teria perante a Justiça a efetivação de medidas judiciais e administrativas coerentes a ponto de se manter a fonte produtora e preservar a saúde financeira da Criciúma Construções. Infelizmente, na prática não foi o que aconteceu”.

“Não, eu não sou quem você imagina que eu seja. Por mais que tenham me feito de bandido, me pedindo para sair da cidade, mantive minha posição em favor da verdade”, afirma.

O ex-empresário ainda diz que as razões que motivaram o Ministério Público e o juízo a efetivar seu afastamento teriam se embasado tão exclusivamente em “notas radiofônicas”, “evidências de que a empresa estava sendo lesada em meu próprio benefício ou que estaria havendo a descapitalização da empresa”.
“Vale frisar que a Justiça determinou meu afastamento muito antes de conhecer em si o plano de recuperação judicial apresentado em 8 de junho de 2015. Muito antes, também, de ser arrolado e inventariado todo o patrimônio da empresa, para poder ter uma prova concreta da sua liquidez e solvência”, completa.


Tubarão

As obras do edifício Alameda haviam sido paralisadas em função da falência da empresa, mas foram retomadas. Os proprietários dos apartamentos conseguiram na Justiça o direito de concluir a obra e contrataram uma empreiteira para tocar o projeto. O Alameda era um dos 92 empreendimentos da construtora criciumense que ficaram abandonados com a falência. Mais de 8 mil clientes acabaram lesados, entre eles dezenas de tubaronenses. 

Os proprietários dos apartamentos do edifício Alameda formaram uma espécie de consórcio e contrataram a L Construções para retomar os trabalhos. Cerca de dez operários voltaram ao canteiro de obras no dia 18 de abril para continuar o projeto, que parou no segundo pavimento. Segundo um desses funcionários, o projeto original comercializado pela Criciúma Construções foi mantido e não terá alterações. O prédio ficou abandonado durante quase dois anos.

O Grupo Criciúma Construções é investigado desde maio de 2014, suspeito de venda de apartamentos sem incorporação imobiliária, estelionato, parcelamento irregular do solo, falsidade ideológica, fraude processual, ocultação de bens provenientes de infração penal e crimes falimentares.

Foto: Gabriel Rosa

Fonte: Diário do Sul

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