Mãe de 3 filhos pede emprego em semáforo

A crise interposta e já enraizada na economia brasileira, com agravante entre o segundo semestre do ano passado e o primeiro de 2016, resultou em quase 12 milhões de desempregados no país, o maior número desde a turbulenta década de 1990. O número de trabalhadores neste indigesto grupo fora do mercado aumenta a cada dia. E não é exclusividade das grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre. Milhares de casos também assolam famílias catarinenses, como a de Amanda Prudêncio Motta, 25, mãe solteira, três filhos, um menino de 3 anos e duas meninas, de 4 e 7, moradora do bairro São João margem esquerda, em Tubarão.??Hoje, ela tomou uma atitude que resume ser sua última cartada. “Estou desesperada. Preciso trabalhar”. Ela saiu às ruas da Cidade Azul, mais especificamente no cruzamento sob o semáforo das avenidas Padre Geraldo Spettmann e Expedicionário José Pedro Coelho, no centro, com um propósito: viver com dignidade. São milhares de veículos e pedestres que trafegam pelo local todos os dias. Muitos já notaram o que ela pretende ali. Em um cartaz frente e verso, resume: “Preciso de um trabalho, Amanda (48) 9859-6668. Ajuda-me, por favor”. E também: “Preciso de um trabalho com urgência. Tenho dois filhos para criar e acabou o meu seguro-desemprego. Já deixei currículo em ‘tudo’ e ninguém me chamou... Ajude-me, por favor. Fone: (48) 9859-6668”.??Ela cita dois filhos porque já não tem a guarda da mais velha, que mora com a mãe de Amanda desde que nasceu, e tem medo de ocorrer o mesmo com as outras duas crianças, que estudam no Centro de Educação Infantil (CEI) Sonho Infantil, próximo à sua residência que, por sinal, é própria graças ao Programa Minha Casa, Minha Vida, mas uma série de encalços atrapalha a manutenção deste lar. Duas prestações do carnê do imóvel já atrasaram e a falta de alimentação é uma realidade.

 

Jovem teme perder guarda dos filhos?O rompimento do convívio de Amanda Prudêncio Motta com os filhos pode voltar à tona. “Se não conseguir um emprego, podem tirar meus filhos de mim”, resume a tubaronense com um choro engasgado que fez nascerem lágrimas e um sentimento de impotência de um sistema decadente lhe proporcionado nos últimos 12 meses. Para quem pretende lhe dar uma oportunidade, basta contatar o celular citado na matéria. Ela estudou até a 8ª série, diz que é muito empenhada com uma ocupação na área de serviços gerais, como limpeza de empresas e/ou empregada doméstica. A última vez que teve a sua carteira de trabalho assinada foi como monitora do Estacionamento Rotativo Área Azul, em Tubarão. A prefeitura rescindiu o contrato com a empresa que detinha a concessão do serviço, que precisou demitir pouco mais de 20 funcionários, entre eles, Amanda. “Ingressei ao seguro-desemprego, mas não esperei sentada. Corri atrás, deixei vários currículos pela cidade, fui ao Sine, em agências da área, e nada! Ficarei com o meu cartaz aqui até que consiga meu objetivo: voltar ao mercado e continuar com meus filhos”, pretende.

 

Fonte: Notisul

Imagem: Rafael Andrade

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