Olimpíada terá forte programação cultural fora das competições com shows e telões

As competições olímpicas se concentrarão em quatro áreas do Rio (Copacabana, zona sul; Maracanã, zona norte; Barra da Tijuca e Deodoro, zona oeste), mas, quem não tiver ingresso e quiser acompanhar as principais disputas em telões ou simplesmente passear e se divertir com shows e atividades artísticas, terá outros três endereços: o centro, o Parque Madureira, zona norte, e o Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, zona oeste.

Os locais abrigarão o projeto Boulevard Olímpico, espaços gratuitos que oferecerão centenas de atrações e telões sintonizados nas competições. A transmissão será interrompida apenas durante os shows.

O principal boulevard, chamado Porto Maravilha, funcionará a partir do dia 5, sempre das 9h à meia-noite, na área de três quilômetros entre a Praça XV, centro, e a Gamboa, zona portuária. A Prefeitura estima que o espaço receberá cerca de 80 mil pessoas por dia - 20 mil simultaneamente, nos momentos de maior lotação. O público será atendido por 16 bares, 50 food trucks e 300 ambulantes. Esse boulevard terá dois telões.

Para os shows musicais foram montados três palcos. O principal, Encontros, fica na Praça Mauá. Terá exibições às 13h e às 20h. O palco Tendências ficará na Praça XV, com shows diários às 16h. O palco Amanhã estará na Avenida Barão de Tefé, próximo aos armazéns do cais. Receberá shows às 17h - menos aos domingos, quando haverá festas temáticas a partir das 18h.

Uma das principais atrações do boulevard será a pira olímpica, pela primeira vez na história acesa fora de um estádio ou ginásio. Ela estará em frente à igreja da Candelária.

Próximo da avenida Barão de Teffé está o maior grafite do mundo, feito pelo muralista Eduardo Kobra. O painel de 2.500 metros quadrados chama Etnias e retrata cinco pessoas, cada uma representando um continente. A obra consumiu 3.000 latas de tinta e foi inaugurada no último sábado.

O artista francês JR fará uma intervenção, a que deu o nome de Inside Out. Vai tirar fotos de quem esteja passeando pelo boulevard, imprimi-las instantaneamente e colar no chão. Ao longo do evento deverá se formar um gigantesco mosaico com retratos. Atores, malabaristas, mímicos, dançarinos e músicos farão 238 performances em diferentes horários.

O boulevard da região portuária reunirá espaços de divulgação de sete países (Austrália, Brasil, Colômbia, Finlândia, Japão, México e Portugal), uma cidade (Rio de Janeiro), da NBA (entidade que organiza o basquete nos EUA) e de empresas patrocinadoras - uma delas vai oferecer um museu itinerante com peças olímpicas.

PROTEÇÃO - A segurança no Boulevard Olímpico foi organizada pelo Ministério da Justiça. O esquema é considerado um dos principais desafios da Olimpíada, especialmente do boulevard sediado na região portuária, porque a área não é cercada e não haverá pontos de bloqueio para revistar as pessoas.

?É um dos lugares que podem potencialmente dar problema?, avalia o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame. Na área, atuarão 500 agentes - integrantes das polícias Federal, Civil e Militar, guardas municipais e vigilantes particulares. O esquema de vigilância contará com 1.400 câmeras de monitoramento, algumas instaladas em barcos ancorados na região portuária.

?Essas imagens chegam aos nossos ambientes de operação de comando e controle e, a partir daí, coletando os demais dados, informações do nosso policial de inteligência que está em campo, nós podemos tomar uma decisão operativa mais eficaz?, afirmou o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, Andrei Rodrigues. A pasta está subordinada ao Ministério da Justiça.

Na região portuária, haverá também uma delegacia móvel da Polícia Civil e um Centro de Controle Móvel, para a Polícia Militar e as demais forças de segurança concentrarem o monitoramento.

Além da circulação de milhares de pessoas, outra preocupação decorre do fato de a pira olímpica permanecer exposta no Boulevard. A polícia não descarta que ela seja alvo de ataques, como tem sido durante a passagem da tocha por municípios brasileiros.

Durante a Copa do Mundo, em 2014, também houve um espaço com telão e shows musicais no Rio - a Fifa Fun Fest, nas areias de Copacabana (zona sul). Mas aquela área era cercada e o público, submetido a revista na entrada.

Fonte: Estadao Conteudo

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