Caso Hospital São José: “Nos sentimos agredidas”

A situação do Hospital São José de Criciúma segue respirando por aparelhos. Desde o fim do ano passado, dívidas, salários atrasados e paralisação de serviços estão marcando a história da instituição hospitalar que completou 80 anos em 2016. Na última semana, mais um capítulo foi escrito e com um desfecho não muito animador. Após uma reunião no Ministério Público Federal, que reuniu Administração Municipal e do hospital, algumas possibilidades foram apresentadas para o futuro. Mas a que mais chamou a atenção, foi a declaração do prefeito Clésio Salvaro (PSDB) que poderia fazer uma intervenção administrativa caso o hospital parasse com serviços como maternidade e oncologia.

A diretora geral do Hospital São José, irmã Líbera Mezzari afirmou que nenhum serviço será paralisado. “O hospital não propôs cortar nenhum atendimento, queremos continuar normalmente. Só queremos que para o novo contrato, seja feito um reajuste para continuar administrando o serviço”, explicou, em entrevista à Rádio Eldorado.

Na oportunidade, a irmã falou que com a possível redução no repasse para o São José, uma possibilidade seria a transferência da maternidade do Hospital Materno Infantil Santa Catarina. “Lá, eles tem uma estrutura moderna, que não está sendo utilizada para o que deveria e poderia servir para atender a população”, considerou.

O atual contrato entre as partes finaliza no fim deste mês e a proposta de diminuição inviabiliza continuar os serviços da maneira que está. “Hoje, o hospital faz quase o impossível para se manter. O problema na inadimplência e do corte de verbas está nos prejudicando. Em outras unidades não se vê isso e aqui sempre passamos dificuldades. Falta uma conscientização e a comunidade precisa saber o quanto isso poderá afetá-la. O problema não está no hospital e sim na falta de verba”, completou.

Na manhã desta segunda-feira, o prefeito Clésio Salvaro foi à Florianópolis pedir auxílio da Secretaria Estadual de Saúde para que seja encontrada uma solução para o problema. Na próxima segunda-feira, 27, uma nova reunião deverá ser realizada no Ministério Público Federal para tratar do assunto.

Fonte: DN Sul

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