Conheça os exames que compõem o pré-natal

Assim que a gravidez é confirmada, a futura mamãe deve realizar alguns exames. O pré-natal é essencial para controlar a saúde do bebê e da mamãe durante toda a gestação. Saiba quais são os principais exames a fazer antes de, finalmente, ver o rostinho do bebê.

1º trimestre

Grande parte dos exames nesse período tem a finalidade de avaliar se está tudo bem com o organismo da mamãe.

Quatro exames de sangue

Hemograma completo

O exame serve para fornecer informações sobre a concentração de hemoglobina, leucócitos e plaquetas no sangue. Com o aumento do volume de sangue em circulação durante a gravidez, ocorre a chamada anemia dilucional, que é normal, porém, é preciso fazer um acompanhamento para que a anemia não se agrave. Caso o exame mostre um valor de hemoglobina abaixo de 11g/dl, é indicada a medicação ou suplementação.

Glicemia de jejum

Identifica a presença de açúcar no sangue e diagnostica o diabetes. Para o açúcar ser aproveitado pelo organismo é importante que a insulina seja produzida em quantidade suficiente. Na gestação, o corpo deve produzir insulina para a mãe e o bebê. Se a produção é insuficiente, surge o diabetes gestacional. Mudanças hormonais da gestação também podem tornar o organismo resistente à insulina, o que agrava o quadro. O tratamento geralmente é feito com dieta controlada. Caso o problema não seja resolvido, uma quantidade extra de açúcar chegará ao bebê, fazendo com que ele cresça demais, dificultando o parto e aumentando a chance de problemas respiratórios após o nascimento.

Tipagem sanguínea

Identifica o tipo sanguíneo da gestante. Informação importante caso seja necessária uma intervenção cirúrgica. O exame ainda revela o fator Rh da mãe. Se ela for Rh positivo, não há com o que se preocupar. Se for negativo e o marido positivo, há 50% de chance de que o bebê seja Rh positivo. Nesse caso, o organismo da mãe pode, nas próximas gestações, passar a produzir anticorpos que irão destruir as hemácias fetais. Para evitar o problema em uma segunda gravidez, gestantes Rh negativo com maridos Rh positivos devem receber um tipo de vacina Rh após o nascimento do bebê.

Sorologia

Identifica a presença de doenças como sífilis, HIV, rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus e hepatites B e C. Qualquer uma dessas doenças pode trazer riscos para a mãe e o bebê. Portanto, devem ser detectadas e tratadas ainda durante a gestação. Caso haja suspeita de contaminação recente ou alguma doença já tenha sido detectada, o médico pode solicitar a sorologia em outras fases da gravidez. A sífilis é tratada geralmente com penicilina. Para a rubéola não há tratamento, mas deve-se acompanhar o desenvolvimento de feto para ver se haverá má formação. A toxoplasmose é tratada com antibióticos. Se o feto não tiver sido infectado, isso impede a contaminação. Caso contrário, evita que a doença cause mais danos.

Coleta de urina

O exame deve ser feito em laboratório e avalia principalmente a presença de infecção, que pode antecipar o parto. No caso de doenças maternas que predispõem a infecção urinária como o diabetes e a má-formação do sistema urinário, o exame deve ser solicitado periodicamente. Caso alguma infecção seja detectada, o médico deve prescrever algum antibiótico.

Coleta de fezes

O exame pode ser feito em casa e levado ao laboratório. Serve para identificar a presença de parasitas ou protozoários que podem provocar anemia gestacional. O tratamento é feito com medicamentos que combatem os microrganismos.

Papanicolau

A colpocitologia oncológica, o conhecido Papanicolau é feito com a gestante em posição ginecológica, onde o médico coleta células do colo do útero. Serve para afastar a possibilidade de câncer de colo do útero. O exame deve ser feito por qualquer mulher uma vez por ano, gestante ou não. Caso seja identificada a presença de câncer, cada médico adota uma conduta sobre o seguimento da gravidez.

Ultrassonografia

A primeira ultrassonografia, geralmente, é endovaginal. A partir da segunda, o médico desliza o aparelho sobre a abarriga. O ultrassom serve para verificar a localização da gravidez, número de embriões, idade gestacional e batimentos cardíacos do feto. A primeira deve ser realizada entre seis e oito semanas. Entre 11 e 13 semanas, realiza-se o ultrassom morfológico para avaliar a quantidade de líquido na nuca do feto, que pode indicar má-formação. Além disso, também é avaliada a presença de osso nasal e dos ductos venosos. Em casos de problemas, o tratamento varia de acordo com a anomalia encontrada. No caso de problemas com a placenta o médico geralmente indica repouso.

2º Trimestre

Nesse período, o principal é verificar como o feto está se desenvolvendo.

Ultrassom morfológico

É realizado com um transdutor que desliza sobre a barriga. Serve para detalhar as diversas estruturas anatômicas do bebê. Realizado entre 20 e 24 semanas, verifica a formação do cérebro, dos órgãos digestivos e do coração. O exame também mede a cabeça e o fêmur do bebê, o que garante que o crescimento esteja dentro do esperado e determina a localização da placenta.

Em caso de problemas como a má formação nas câmaras cardíacas ou espinha bífida é indicado procedimento cirúrgico no feto. Se a placenta estiver bloqueando a abertura do colo do útero – chamada de placenta prévia – pode ser um indicativo da necessidade de uma cesariana.

3º trimestre

A maioria dos exames nesse período serve para avaliar se está tudo bem com o organismo da mãe.

Ultrassom com Dopperfluxometria

Esse ultrassom não apenas produz uma imagem do bebê como emite ondas que permitem verificar o fluxo sanguíneo no seu corpo. Assim como no morfológico, o transdutor é deslizado sobre a barriga. O exame serve para avaliar o crescimento, o peso do feto, o volume de liquido amniótico e a maturidade da placenta. Avalia também se os nutrientes estão passando da mãe para o bebê de forma satisfatória. O exame pode ser repetido mensalmente no terceiro trimestre, se o médico julgar necessário. Em caso de problemas, como pouco líquido ou placenta muito madura, pode-se antecipar o parto. É usado também para medir o fluxo sanguíneo nos vasos do bebê. Caso seja identificada alguma anomalia nos vasos, ela pode ser corrigida intrauterinamente, ou logo após o nascimento.

Cultura para Streptococcus

Trata-se da coleta de material da vagina com uma espátula. Serve para verificar a presença dessa bactéria, comum em 20% das gestantes, que pode causar uma infecção no recém-nascido. Caso a bactéria seja detectada, o médico indica o uso de penicilina ou derivados durante o parto. O tratamento é eficaz e não causa nenhum dano para o bebê.

Pressão Sanguínea da Mãe

A medição é realizada em consultório, durante a consulta. O exame serve para acompanhar a pressão da mãe para evitar a pré-eclâmpsia, quadro em que a pressão sanguínea sobe muito, podendo evoluir para a eclâmpsia, que põe em risco a saúde da mãe e do bebê. A pressão alta é tratada com dieta e exige, principalmente, a redução da ingestão de sal. Em casos mais graves, podem ser indicados medicamentos ou até a antecipação do parto.

Fonte: Uol Mulher – Gravidez e filhos

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