Grupo Cores de Aidê se apresenta em Laguna

O Centro Histórico de Laguna ficou colorido na tarde de ontem. O grupo de Florianópolis Cores de Aidê agitou o comércio e quem passava pelo local com seus batuques vibrantes e vozes suaves. A ação foi uma promoção da Fundação Lagunense de Cultura em referência ao Dia da Consciência Negra, lembrado ontem.

Embalados pelo ritmo samba reggae, o principal objetivo do grupo é expressar emoções, transmitir mensagens, denunciar opressões de gênero e debater questões sociais, principalmente raciais e de gênero.

Formada em 2015 no Morro do Quilombo, na Capital, o Cores de Aidê tem composições, arranjos e coreografias próprias, mesclando a dança, a percussão e o canto como manifestações da cultura afro. Com suas roupas coloridas e variados instrumentos de percussão, elas falam sobre mulheres de diferentes etnias e classes.

De acordo com as integrantes, o grupo utiliza o espaço artístico para se posicionar politicamente para dar voz às mulheres que estruturalmente são invisibilizadas, como as negras e as indígenas. 

“O grupo e todas nós acreditamos na força da mulher. Inclusive será o tema do nosso bloco de Carnaval em 2018, “O lugar de mulher”, que é onde ela quiser estar. Apesar de as estruturas sociais se conformarem contra o que pensamos, o Cores de Aidê vem para subverter essa lógica e propor outra forma de inclusão das mulheres na arte”, salientam.

O nome é inspirado na personagem Aidê, uma escrava africana que recebeu uma proposta de casamento do seu senhor em troca de “liberdade”. Em vez de se submeter ao homem, Aidê negou a proposta e fugiu para um quilombo.

Comemoração
Dia da Consciência Negra

Esta data foi estabelecida pelo Projeto de Lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. Este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

Fonte: Notisul

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