Tubaronense lança livro de memórias sobre filhas e mãe

Para externar suas memórias e seus sentimentos após a perda das filhas Diélly e Gislayne, além de sua mãe, Leotildes, em um trágico acidente de carro em 2010, a tubaronense Elenir Cunha de Carvalho lançou na noite de ontem seu primeiro livro. Na obra “Memorial das Estrelas”, a pedagoga fala de seu amor de mãe e de filha.

“A priori, escrever foi a forma de comunicar-me com os entes queridos, mantendo viva a esperança e a certeza de que o amor continua fervoroso. Acompanhada por Deus, amigos e familiares, mas com saudades e lágrimas, encontrei no teclado e na tela do notebook um aliado, que me apoiava dia e noite no registro de inúmeras páginas escritas no coração de uma mãe-filha”, conta Elenir.

A escritora comenta que sua vida após o acidente, do qual ela também foi vítima, tem sido como uma montanha-russa com seus altos e baixos. “Cada um dos dias desses últimos seis anos teve seu jeito de acordar. Fica a certeza de que o maior amor do mundo, o amor de ‘mãe’, é também a dor maior do mundo”, fala.

Nos primeiros meses em que começou a escrever o texto, ela conta que reviveu cada vírgula, cada ponto, sem a pretensão de escrever um livro, e muito menos de torná-lo público. “Mas depois, dando os capítulos por encerrados, marcando uma pausa numa lousa da minha história, percebi que eu estaria sendo egoísta se não compartilhasse meus sentimentos e meu aprendizado com outras pessoas, em especial com outras mães que estivessem vivenciando a mesma dor do amor e da saudade que fica petrificada em nossos corações”, comenta a escritora, que recebeu amigos na noite de ontem para o lançamento do livro, no Clube 29.

“Hoje, embora triste e fragilizada, compartilho com meus amigos e familiares o resultado de tudo que plantei, para que eles também possam contar para o mundo o que eles aprenderam na vida”, diz a autora.

“Recomeçar é o maior desafio”, diz a autora

Para Elenir, no livro ela conta que recomeçar a vida após as perdas que viveu é difícil. “Tudo fica muito confuso, complicado, diferente, como se não existissem as gotas d’água para orvalhar. Dizem que Deus, o grande arquiteto do Universo, nosso Pai, sábio e amoroso, jamais nos dá um fardo mais pesado que nossa capacidade de suportar”, comenta Elenir.

“Sentindo-me inteira ou não, não serei eu quem vai desvendar os mistérios da vida e da morte. Preciso continuar minha caminhada, prosseguir lutando por tudo aquilo que considero justo, honesto, verdadeiro. Recomeçar me parece utopia, mas acreditar é preciso. Quero acreditar que vamos vencer este grande desafio”, diz a autora.

Obra foi lançada na data que marca os seis anos do acidente

O dia de ontem foi marcado pela emoção por Elenir e a família. A data marca os seis anos do acidente que vitimou suas duas filhas e a mãe. A fatalidade aconteceu na BR-101, em Paulo Lopes. No carro em que estava Elenir seguiam suas filhas, Diélly e Gislayne, e sua mãe, Eleotildes. Com o choque, Diélly e sua avó faleceram na hora.

O automóvel aquaplanou na pista e bateu de frente em um caminhão. Uma Parati de Grão-Pará também se envolveu na colisão. O caroneiro da Parati, Romério Demétrio dos Santos, 35 anos, também morreu na hora. A filha Gislayne ficou gravemente ferida e faleceu dias depois. Elenir sofreu ferimentos leves.

Informações e foto: Daiane Fernandes/Diário do Sul

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