Aulas são paralisadas como protesto em escola

Os alunos da Escola Martinho Alves dos Santos (CEMAS) não estiveram, em sua maioria, na escola ontem e devem continuar sem voltar às salas de aula nos próximos dias. É isso que foi definido em reunião do Conselho Deliberativo, que reúne os pais de estudantes, que votaram por unanimidade a favor da paralisação das aulas. 

A decisão foi tomada em função da exoneração do diretor José Thiesen. Ontem, mais duas manifestações foram realizadas por pais e alunos, uma na escola, de manhã, e outra na Gerência Regional de Educação (Gered), à noite, onde alguns pais foram recebidos pelo supervisor da Gered, Jailson Gomes. 

Com ânimos exaltados, os manifestantes chegaram a fechar o trânsito por algum tempo na beira-rio, o que gerou engarrafamentos no local. Depois, os pais entraram na Gerência. Segundo a assessoria de imprensa da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), o gerente de Educação, Jaime Teixeira, chegou a falar por telefone com alguns manifestantes, e marcou uma reunião com representantes na sexta-feira. 

Desde sexta-feira ocorrem manifestações pela permanência do ex-diretor, com a participação de professores, alunos e da comunidade de São Martinho. José ocupava o cargo de diretor da escola Manoel Alves dos Santos há mais de 22 anos. Ele se tornou popular em função de avanços conquistados em sua gestão, como melhorias na escola.

Hoje, será realizada uma coletiva para a imprensa na Gered, com o presidente da Comissão de Processo Administrativo Disciplinar, professor José Hipólito da Silva, da Secretaria de Estado de Educação, para falar dos motivos da exoneração.


Justificativa

Conforme nota divulgada pela ADR, a Secretaria de Estado da Educação esclarece que a punição com suspensão de 15 dias e, consequentemente, a dispensa do cargo decorreu de infrações como o descumprimento de leis e normas escolares. 

A nota cita que houve, por exemplo, a negativa de vaga para aluno alegando a inexistência e contrariando a orientação do Conselho Tutelar e da Gerência de Educação de Tubarão com falso argumento; a negativa de vaga para aluno justificando a recusa, inclusive com discriminação ao adolescente. Além disso, segundo a ADR, o ex-diretor permitiu o afastamento de professora que se ausentou do país sem a autorização legal, permitiu que uma professora substituta, contratada pela titular, atuasse em sala de aula no seu lugar e somente registrou a ausência como faltas injustificadas, com a intervenção da Gerência Regional de Educação.

Outro motivo seria a relutância de José em cumprir ordens e orientações da Gerência Regional de Educação ou a dificultação do atendimento das mesmas, provocando desconforto no relacionamento entre a equipe da Gerência e os membros da comunidade escolar, segundo o órgão.

Fonte: Diário do Sul

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