Tema de trabalho gera polêmica em escola

Uma feira de ciências, que contempla atividades realizadas por diversas instituições de ensino, estimulando o pensamento e a criatividade entre os alunos, acabou se tornando centro de uma polêmica em Tubarão. Insatisfeitos com uma das temáticas abordadas por um grupo de estudantes, dois homens entraram na Escola Jovem e o caso acabou em confusão. 

Na última terça-feira aconteceu a Feira de Ciências da Escola Jovem, com o tema “Ciência, Ética e Cidadania”. Como reiterou a equipe gestora da escola, a feira trazia diversos trabalhos sobre abordagens diferentes e, entre eles, havia um que tratava da questão dos preconceitos, como racismo, sexismo e homofobia. 

Conforme as pessoas que estavam no local, os homens, que não são professores, nem familiares de alunos e também não trabalham na escola, teriam entrado no local e feito perguntas sobre o trabalho em questão. Em seguida, eles teriam criticado os estudantes e a escola, afirmando que debater este tema em Tubarão seria ilegal, em função do Plano Municipal de Ensino, que proíbe a discussão de gênero nas escolas municipais. A Escola Jovem, porém, se trata de uma instituição estadual. 

O Coletivo Pró-Educação de Tubarão/SC emitiu uma nota de repúdio à ação dos dois homens, afirmando que eles teriam depreciado a apresentação, e constrangido e humilhado os alunos e os professores. 

Para Andreia Daltoé, professora e uma das representantes do coletivo, o que houve é muito grave e precisa ser apurado, pois as escolas têm total responsabilidade e seriedade nas atividades que realizam com seus alunos. 

“Em primeiro lugar, muitos alunos tiraram dinheiro do próprio bolso para fazer seus trabalhos e se dedicaram muito a eles, e humilhar os estudantes publicamente vai contra qualquer justificativa que se possa imaginar. Além disso, debater gênero é a escola fazendo seu papel de ensinar dentro do contexto social”, aponta a professora. 

O Coletivo Pró-Educação salientou que a Procuradoria-Geral da República já entrou com ação contra os sete municípios brasileiros (incluindo Tubarão) que proibiram a discussão de gênero em seu Plano de Educação.


ADR se posiciona sobre o assunto

A Agência de Desenvolvimento Regional de Tubarão (ADR) divulgou uma nota assinada pela diretora da Escola de Ensino Médio Dite Freitas (Escola Jovem), Rosália de Souza, apontando que a turma de 2º ano de ensino médio, com idade entre quinze e dezessete anos, optou pelo tema: “Diversidade de Gêneros” com o intuito de esclarecer as pessoas sobre os sujeitos LGBT e incentivar o respeito à diversidade sexual (um dos princípios da Proposta Curricular de Santa Catarina). 

“Inclusive, ao terminar as apresentações, as alunas enfatizavam às pessoas que não precisavam gostar ou concordar com o que estava sendo apresentado, mas que era fundamental respeitar a todos em sua diversidade”, diz a nota.

Conforme a direção da escola e da Gerência Regional de Educação, o cidadão, de maneira alterada, e por vezes agressiva, intimidando e gerando temor aos alunos, disse que a referida turma estava apresentando um trabalho que violava uma lei municipal.

O texto salienta, ainda, que a apresentação foi feita apenas aos alunos de ensino médio e das turmas de nono ano da rede de ensino. “A escola repudia qualquer ato de violência, sendo ela verbal ou física, ocorrida dentro ou fora da unidade escolar, e se ofende, principalmente, daquelas realizadas contra alunos durante a execução de atividades escolares”, completa a nota.

Fonte: Diário do Sul

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