Peixe perde para a Chapecoense por 1 a 0

Foi com uma derrota de 1 a 0 para a Chapecoense que o torcedor do Atlético Tubarão reencontrou o time no Estádio Domingos Gonzales na elite do Campeonato Catarinense. O Peixe marcou passo em casa na segunda rodada do estadual e agora terá de recuperar em um jogo bastante complicado diante do Avaí no próximo domingo, novamente em Tubarão.

Quem imaginava que o Atlético Tubarão jogaria recuado ou na defensiva diante de um adversário mais qualificado ficou surpreso ao ver justamente o contrário. O Peixe é quem tomava a iniciativa de ir ao ataque e a Chape se segurava como podia. O time do Oeste eventualmente se lançava ao ataque, mas também sem levar muito perigo ao goleiro Jandrei, que fez apenas intervenções e não precisou praticar defesas mais difíceis.

Na primeira meia hora do jogo o Peixe mandou em casa. A torcida aplaudia jogadas de efeito como uma feita pelo volante Guilherme Amorim, que deu dois dribles em sequência em dois jogadores da Chape, o segundo com um giro sobre a bola que arrancou aplausos e gritos de “olé” das arquibancadas.

Ainda no primeiro tempo o técnico Marcelo Mabília perdeu Matheus Barbosa, que saiu lesionado e deu lugar a Ricardo Conceição. A partir daí a Chapecoense cresceu e se assanhou em campo. Numa jogada de contra-ataque pelo lado direito a bola sobrou para Wellington Paulista chutar com perigo pela linha de fundo. 

Pouco depois, aos 36 minutos, saiu o gol da Chape. No cruzamento de Reinaldo, desta vez pelo lado esquerdo e pelo alto, o camisa 9 desviou de cabeça e fez 1 a 0 para os visitantes.

A chance do empate surgiu logo em seguida em uma cobrança de falta quase perfeita. Gustavo Bastos chutou por cima da barreira e a bola acertou o poste direito de Arthur.

Na segunda etapa a Chapecoense se impôs em campo e o Atlético Tubarão teve dificuldades para jogar. Ficou clara uma carência do Peixe que irritou o torcedor. Sem um meia de armação que encontrasse um espaço em meio à marcação da Chape, o time passava a bola para trás e para os lados ou arriscava lançamentos para o ataque, o que nunca se transformou em jogada perigosa.

Aos 71 minutos o árbitro parou o jogo para prestar uma homenagem às 71 vítimas da tragédia na Colômbia e todo o estádio gritou: “Vamos, vamos, Chape, vamos, vamos, Chape”.

A rigor, o Peixe só teve duas boas chances de gol na segunda etapa, ambas no final. Aos 43 minutos Paulinho arriscou de longe e a bola passou muito perto do gol. E aos 48 o atacante Rentería, de frente para o gol e sem marcação, chutou para fora e perdeu um gol daqueles que se chamam de imperdíveis. Ao final, a torcida do Tubarão aplaudiu o time, mesmo com a derrota.

Homenagens antes do jogo
Antes do início da partida a delegação da Chapecoense recebeu uma homenagem do Atlético Tubarão. Sem mencionar a tragédia vivida pelo time do Oeste, o presidente da SPE, Luiz Henrique Martins Ribeiro, disse ao microfone que a camisa da Chape seria o terceiro uniforme oficial do Peixe.
A homenagem no gramado contou com a presença de vários políticos, como os prefeitos de Tubarão, Joares Ponticelli, e de Chapecó, Luciano Buligon, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gelson Merisio, além do presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Rubens Angelotti, todos vestidos com a camisa da Chapecoense.
O prefeito de Tubarão entregou ao prefeito de Chapecó uma camisa da Chapecoense emoldurada em um quadro, símbolo do respeito que o Atlético Tubarão e a Cidade Azul têm pelo time do Oeste.

O ritmo da Série A de volta à Vila
A Vila dos Ferroviários reviveu ontem um dia que há sete anos deixou de saber como era. A expectativa de um jogo da elite do Campeonato Catarinense mudou a região.
Antes mesmo das 18h, quando os portões do estádio foram abertos ao público, as imediações já tinham uma animação característica de jogos importantes. Gente oferecendo vagas de estacionamento em terrenos particulares, ambulantes vendendo todo tipo de lanche, torcedores chegando uniformizados e fazendo selfies.
Dentro do estádio a torcida começou a ficar ruidosa e agitada por volta das 19h, meia hora antes do início do jogo e com o estádio com grande público. Um torcedor com um boneco de pelúcia usado no quadro dos gols do “Fantástico”, usando o uniforme do Peixe, virou atração na arquibancada coberta.
Quando a bola rolou, todo sentimento apareceu. De alegria, com os gritos de incentivo ao time, de raiva, quando os jogadores da Chape se demoravam a recolocar a bola em jogo, de aflição, quando alguém do Peixe errava um passe, de desânimo quando os visitantes fizeram o gol. Também esteve presente o sentimento de respeito à Chape em vários momentos da tarde e da noite, e também o sentimento de esperança. O time perdeu, mas o torcedor o aplaudiu e foi para casa sabendo que na próxima rodada poderá vencer.

Fonte: Diáro do Sul

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