Um príncipe realiza o sonho de conhecer a região

Em 15 de novembro de 1889, rebeldes liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca derrubavam do trono o imperador D. Pedro 2º e ali encerravam a Monarquia no Brasil, instaurando a República. Os herdeiros de D. Pedro, porém, mantiveram a Casa Imperial ativa, com a sucessão respeitada sob o sonho de, um dia, restaurar o regime monárquico.

Atualmente, o trineto de D. Pedro, D. Luiz de Orleans e Bragança, é o imperador de jure. Seria o comandante da Nação caso o trono estivesse mantido. Seu irmão e segundo na linha sucessória, o príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança, visitou o prefeito de Orleans, Jorge Koch, ontem à tarde. Em recente entrevista à Rádio Eldorado, em novembro de 2016, Bertrand já havia manifestado a intenção de conhecer a região.

“O encontro foi muito interessante, falamos sobre educação e cultura. E relembramos passagens históricas de Orleans”, comentou o prefeito, após audiência com o príncipe D. Bertrand esteve acompanhado dos professores Celso de Oiveira Souza e Edna Rampinelli mais membros do Instituto Histórico e Geográfico das Terras dos Condes das Encostas da Serra Geral.

Visitar a região, um antigo sonho

“Já estive em Laguna e Torres”, lembrou D. Bertrand, citando os lugares mais próximos da região de Criciúma onde havia estado. “Gostaria de conhecer Orleans, pelos vínculos que a família real já teve aí”, recordou. Desejo realizado. As terras que hoje formam o torrão orleanense serviram de dote do imperador D. Pedro à sua filha, princesa Isabel - bisavó de D. Bertrand -, quando do casamento dela com o Conde d´Eu, de tradicional família francesa.

A construção da Ferrovia Tereza Cristina, ligando Orleans e Lauro Müller até Imbituba para deslocar carvão, foi a primeira grande obra do Império na região, batizada com o nome da mãe da princesa, a imperatriz do Brasil. Em dezembro de 1884 o Conde d´Eu vistoriou a futura cidade, e incentivou o planejamento das ruas do núcleo urbano. E teria dito, na visita: “Aqui nasce a sede da parte meridional da colônia Grão Pará e terá o nome de Orleans em homenagem à minha família na França”.

Críticas fortes à República

Na aludida entrevista à Rádio Eldorado, por ocasião dos 127 anos da Proclamação da República, citada pelos monarquistas como “golpe militar”, o príncipe faz duras críticas ao regime vigente. “A República provou, com roubos, golpes, instabilidade e corrupção que é da Monarquia que o Brasil depende”, afirmou. “Os príncipes existem para servir à Nação, e é para isso que fomos ensinados desde que nascemos”, contou.

Escandalizada pelos episódios de corrupção, a família real tem no príncipe D. Luiz, herdeiro da coroa, a referência mencionada pelo príncipe e irmão. “Em um reinado, por exemplo, de meu irmão Dom Luiz, não haveria corrupção por uma simples razão: rei não rouba, e não deixa roubar”.

Fonte: Engeplus

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