Polícia Civil começa a apurar caso “Baleia Azul”

A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Tubarão investiga um caso envolvendo o jogo “Baleia Azul”. Uma jovem de 20 anos estaria envolvida com o desafio e foi salva de atentar contra sua vida quando completava o último item das 50 tarefas que supostamente são sugeridas, segundo a Polícia Militar.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Felipe Samir Ferreira Andrade, a investigação está em fase inicial e não é possível passar detalhes sobre o assunto. Os fatos aconteceram no sábado em Tubarão. De acordo com a Polícia Militar, os policiais foram acionados para atender inicialmente a uma ocorrência de agressão contra mulher na rua Padre Geraldo Spettmann. Mas ao chegar ao local o motivo era outro.

No endereço citado, os policiais se depararam com um jovem de 28 anos segurando o braço da namorada, de 20 anos. Durante a abordagem, a garota se soltou do namorado e correu em direção ao rio. A PM ordenou que ela parasse, mas o chamado não foi atendido.

Após perseguição, a jovem foi abordada e os policiais perceberam que ela estava desorientada. O jovem afirmou à PM que a namorada estava passando por problemas psicológicos e participava do jogo “Baleia Azul”. Para a polícia, conforme boletim, ele relatou que a moça teria saído de casa alterada e momentos depois ele foi procurá-la, quando a encontrou próximo a uma ponte no Centro. Temendo que ela se jogasse no rio, ele a segurou e se afastou da ponte.

Depois, em conversa com os policiais, segundo boletim, a própria jovem confirmou à PM que participava do desafio e relatou que no jogo há 50 tarefas, como mutilação e envenenamento, e que estava ali para cumprir a última delas: atentar contra a própria vida.

Investigação

No Brasil, casos de suicídio e tentativa estão sendo investigados. O desafio surgiu na Rússia e já contabiliza cerca de 130 casos de adolescentes que cometeram suicídio pelo mundo. O que atualmente está sendo conhecido como “jogo” na verdade é uma sequência de troca de mensagens em redes sociais e tarefas a serem cumpridas. Nas conversas, um grupo de organizadores, chamados “curadores”, propõe 50 desafios macabros aos adolescentes, como fazer fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se desenhando baleias com instrumentos afiados em partes do corpo e ficar doente.


Mudança de comportamento deve ser observada

Para identificar uma possível participação no jogo, uma das orientações é que os pais ou responsáveis observem qualquer mudança de comportamento dos filhos. De acordo com a psicóloga Adriana de Oliveira Limas Cardozo, uma mudança brusca de comportamento pode ser sinal de que a criança ou o adolescente esteja sofrendo com algo com que não saiba lidar. “Isolamento, mudança na alimentação e o fato de o adolescente passar muito tempo fechado no quarto são pistas de que sofre algo que não consegue falar”, diz a psicóloga. 

Adriana diz que os pais, caso desconfiem da participação no jogo ou qualquer situação semelhante, devem conversar a respeito. “Procurar saber o que este adolescente está sentindo, o que está acontecendo de diferente. Isso não vale apenas por conta do jogo, mas sempre que se percebe algo estranho”, aconselha a psicóloga. 

Junto a isso, Adriana diz que os pais devem procurar ajuda. “Os filhos devem se sentir acolhidos. Além disso, é preciso falar abertamente do assunto. Um adolescente que procura este jogo possivelmente já está com problemas e precisa de ajuda específica”, atesta a psicóloga.


Redes sociais têm que ser monitoradas

Diante da repercussão, o comando do 5º BPM de Tubarão, preocupado com a repercussão que o jogo ganhou, alerta para que os pais fiscalizem as redes sociais, bem como observem comportamentos estranhos de seus filhos, a fim de resguardar a integridade física e mental deles.
Induzir alguém a se suicidar é crime, conforme prevê o art. 122 do Código Penal.

Fonte: Diário do Sul

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