Alunos de escola pública de Imbituba precisam atravessar rua para receber merenda

Centenas de alunos de uma escola pública de Imbituba, além de estudar em salas improvisadas, precisam atravessar uma rua para receber a merenda. O prédio onde funcionava a escola foi interditado pela Defesa Civil por conta de infiltrações, problemas elétricos e falta de equipamentos básicos de segurança. “Tinha chovido muito naquele dia e os alunos estavam na sala quando um ventilador explodiu no momento em que um estudante o ligou”, contou Dariani Fornazieri, mãe de aluno.

Vazio, o prédio onde funcionava a escola tem sido alvo de vândalos. “Um vai tirando uma telha, tirando uma tranca, destruindo os livros que as crianças precisam agora e não têm”, disse Sineide da Silva, outra mãe de aluno. A prefeitura de Imbituba promete resolver o problema.”Em até 60 dias, entregaremos o orçamento, o projeto e os termos de referência”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Urbano de Imbituba, Anderson Maximiano.

Por enquanto, parte dos alunos estuda nos fundos de uma igreja e os demais, em um centro comunitário. Os professores relatam dificuldades em dar aulas neste ambientes. “A gente não consegue trabalhar direito, nossos alunos já carregam um déficit e precisavam de um reforço, uma sala de informática, uma biblioteca. É muito complicado dar aula em um espaço em que não existe forro, duas turmas ficam separadas por uma parede e quando as crianças falam de um lado, atrapalha do outro. O processo de ensino e aprendizagem hoje está comprometido”, disse o professor Márcio Machado.

Na hora do intervalo, as crianças ficam aqui do lado de fora, na rua e precisam deixar o prédio onde têm aula e atravessar a rua para receber a merenda. Dos 450 estudantes, só 150 têm frequentado as aulas porque muitos pais se recusam a deixar os filhos expostos a riscos. “Já aconteceu de eu ir ao supermercado, que é perto do colégio, e ver meu filho de 7 anos rondando por ali, porque é aberto [o local onde ocorre o intervalo entre as aulas] e eles saem mesmo”, contou Adriana de Mattos, mãe de um aluno.

A prefeitura reconhece o problema e diz que, de forma emergencial, vai reformar outro espaço, ao lado da escola interditada, para receber todos os alunos. “No máximo em 30 dias, a gente quer ver se deixa tudo certinho para eles estudarem com segurança”, disse o secretário de Desenvolvimento Urbano.

 
Fonte: Notisul

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