Com uso de Canabidiol, menino de Imbituba tem melhora significativa de crises convulsivas

A expectativa era de que, com o uso desta medicação, o número de crises de convulsão e epilepsia fossem reduzidas. O menino possui a Síndrome de Doose (ausência de sentidos por segundos). Em algumas ocasiões, ele cai, bate a cabeça no chão e desmaia. Quando retorna do rápido sono, não se recorda de nada que ocorreu.

Conforme a mãe do pequeno, Neuzimar Ribeiro Fernandes, há cinco meses, ele não tem nenhum episódio de desmaio. “A medicação chegou em fevereiro. Logo no primeiro mês, meu esposo e eu percebemos uma melhora significativa no nosso filho. Estamos comemorando todos os dias a evolução do Brayan. Às vezes, olho as fotos e vejo ele cheio de hematomas. É triste, mas, graças a Deus, agora ele pode brincar, correr como toda criança de sua idade”, comemora Neuzimar.

A mãe conta que, desde o início do primeiro semestre, entrou com uma ação judicial pedindo a colaboração do governo do Estado para contribuir com a medicação, uma vez que ela está orçada em U$ 399 dólares. Convertendo na moeda brasileira, são necessários mais de R$ 5 mil mensais. Com as condições da família, isso seria impossível. Porém, a situação ainda não teve desfecho.

Em dezembro passado, o menino passou por avaliação médica em Curitiba, com a profissional Ana Cristina Crippa. Ela é uma das poucas no país que podem receitar o uso do Canabidiol.

O Canabidiol é uma substância química encontrada na maconha. Segundo estudos científicos, tem utilidade médica para tratar diversas doenças neurológicas. Medicamentos comercializados no exterior já utilizam a substância derivada da Cannabis sativa.

Comercialização é proibida no Brasil

Mesmo com relatos de sucesso, os medicamentos à base de substâncias da maconha (Canabidiol e THC) enfrentam resistência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e do Conselho Federal de Medicina – CFM, que alegam não haver comprovação científica dos benefícios. Na prática, os remédios à base da erva têm melhorado a qualidade de vida de portadores de doenças raras, porque reduzem a quantidade e a duração das convulsões.

Fonte: Sul In Foco

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