Artistas de rua encaram desafio da maternidade

A história do Davi e da Sara começou há cinco anos, em Alegrete, no Rio Grande do Sul. Quando se conheceram, ela já trabalhava com artesanato e ele tinha um emprego em um banco da cidade. Após idas e vindas, os dois acabaram se reencontrando em Florianópolis em janeiro deste ano. Lá eles decidiram reatar o namoro e continuar trabalhando como artistas de rua. Eles aprenderam a arte do malabares e se apresentaram em muitas cidades do país. 

Os dois estavam viajando quando Sara começou a passar mal. Ela tinha um cisto no ovário e voltou para Laguna, onde a mãe mora, para começar o tratamento. Após a recuperação, retornou ao trabalho com Davi. Até que um tempo depois, os mesmos sintomas surgiram e pensou ser novamente o cisto. 

Ao realizar o ultrassom percebeu que havia algo a mais na imagem. “O meu cisto tinha ganhado dois bracinhos e duas perninhas. Foi um grande susto para todos nós”, relata Sara. Ela e Davi haviam brigado e não estavam mais juntos no momento da descoberta, mas, assim que soube da gravidez, Sara ligou para ele. Davi, que estava em São Paulo, disse que voltaria em um mês. Ele voltou três dias depois. Precisou vender o celular e a bicicleta e juntou o dinheiro que recebia do trabalho para comprar a passagem. Só conseguiu ir até Palhoça. O resto do trajeto, até Imbituba, foi feito a pé.

Maternidade
A chegada de Elora

Por enquanto o casal está morando com a mãe de Sara, em Laguna, mas logo se mudam para Tubarão. Eles estão economizando dinheiro para conseguir comprar os produtos para o bebê que está a caminho. A previsão é de que, no final de janeiro, a Elora já tenha chegado. O casal por enquanto não tem nada, nem berço, armário ou roupas. O Jornal Notisul inicia uma campanha para arrecadar roupas, fraldas e outros materiais para ajudar a pequena Elora. Quem quiser contribuir pode deixar a doação na sede do jornal, na rua Tubalcain Faraco, em horário comercial.

Preconceito
Olhares no semáforo

Durante o período em que trabalha no semáforo, o casal recebe muitos olhares de desaprovação. O preconceito ainda faz parte da profissão que os dois escolheram. “As pessoas precisam parar e perceber que não somos vagabundos. A gente treina muito e trabalha mais ainda”, desabafa Sara. Davi acredita que o trabalho de artista de rua tem um propósito. “A gente não tá pedindo esmola, apresentamos o nosso trabalho e, se a pessoa quiser contribuir, aceitamos. O nosso principal objetivo é apresentar um motivo para as pessoas sorrirem mais. Todo mundo está sempre tão cansado e estressado que, quando algum motorista sorri para mim, eu já ganho o dia”, comenta.

Fonte: Notisul
Foto: Beatriz Juncklaus

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