Pesca de emalhe: Grupo apresenta proposta de proibição

A mortalidade dos botos em Laguna foi discutida ontem à noite durante sessão da Câmara de Vereadores. O diretor do Instituto Ambiental Boto Flipper, Arnaldo Russo, apresentou a proposta do grupo de criar uma área de proteção a estes animais, com a exclusão de pesca de emalhe do canal do rio Tubarão e da Lagoa de Santo Antônio dos Anjos. 

A minuta da proposta também prevê um programa de educação ambiental nas escolas e nas comunidades pesqueiras e recursos para a fiscalização compartilhada, envolvendo a Guarda Municipal, a Polícia Militar Ambiental e o ICMBio. O instituto lançou ainda uma moção pública de repúdio contra a mortalidade dos botos e um abaixo-assinado com cerca de duas mil assinaturas.

Russo afirma que a proposta de delimitação de uma área de proteção para os botos foi baseada em dados científicos. A rede de emalhe fica parada no curso d’água do rio ou da lagoa, mas nem sempre os botos conseguem desviar delas. O presidente esclarece ainda que a medida não pretende proibir a pesca, e, sim, demarcar a área onde não pode ocorrer a captura com emalhe - artefato usado pelos pescadores para a captura do bagre.

O emalhe já é proibido até um quilômetro acima da foz do rio, explica Russo. Além disso, outra lei determina que a rede deva ter até um terço do tamanho do rio onde é feita a captura. A proposta do Instituto Ambiental Boto Flipper é mais abrangente e tenta proibir o uso emalhe no canal do rio Tubarão e na Lagoa de Santo Antônio dos Anjos. Este artefato de pesca é apontado como uma das principais causas da mortalidade dos botos.

A partir de janeiro, um grupo de trabalho deve ser criado para estudar de maneira mais detalhada como pode ocorrer a proibição. A proposta pode enfrentar resistência de grupos de pescadores, mas Russo afirma que a medida será benéfica, principalmente para aqueles que praticam a pesca artesanal com o auxílio dos botos. 

Segundo o instituto, nos últimos dois anos morreram vários botos residentes do Complexo Lagunar, o que dá aproximadamente 10% por ano. Os botos pescadores são patrimônio natural de Laguna desde 1997, garantindo à cidade o título de Capital Nacional do Boto Pescador.

Ameaças
Conjunto de ações prejudicam espécie

De acordo com a Fundação Lagunense de Meio Ambiente (Flama), não são só as redes que ameaçam os botos. Há uma série de fatores, como a poluição das águas por todos os municípios que desembocam seus esgotos no canal do Rio Tubarão, circulação indevida de embarcações, assoreamento da lagoa (resultado da ocupação irregular das margens das lagoas, que acabam levando o sedimento para o corpo d’água) e poluição sonora ao corpo aquático, interferindo na comunicação de ecolocação dos botos, entre outros. 

Fonte: Notisul

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