Parto humanizado devolve o protagonismo às mães (VÍDEOS)

O dia 22 de outubro jamais será esquecido pela organizadora de eventos Aline Tartare. As contrações começaram às 20h30min do dia 21, e às 00h30min do dia 22, Benjamin veio ao mundo. O parto foi natural e domiciliar.

“Quando entrei em trabalho de parto eu estava trabalhando, não estava em casa. Comecei a sentir contrações, fiquei um tempo lá e vim para casa. Após um tempo acionei a equipe. No parto humanizado tem que estar cercada de uma equipe bem segura para o parto ser seguro. Continuou as contrações e a equipe estava a caminho. Era um dia de muita chuva. Estava só eu e meu marido, a bolsa estourou e eu comecei a sentir os puchos, a parte de fazer força, quando o bebê já está saindo. E nós sempre em contato com a equipe, que ainda não estava aqui. Mas foi bem tranquilo, nós estávamos bem calmos, bem serenos porque tínhamos toda a informação que a gente precisava, essa acho que foi a diferença. Eu sabia em que parte eu estava, sabia o que ia acontecer. Ele nasceu quando nós dois estávamos sozinhos, depois a equipe chegou e deu assistência para mim e para o bebê. Tudo perfeito. Foi muito emocionante, só alegria, deixou a gente em êxtase, foi uma experiência maravilhosa”, descreve Aline.

Emoção semelhante viveu a enfermeira Caroline Scheuer, que deu a luz a Kaila em um parto totalmente natural e na água. Ambas escolheram dar a luz do modo mais natural possível, sem intervenções e com o apoio de doulas. As doulas fornecem um apoio essencial para os casais durante a gestação, no parto e nos cuidados iniciais com o bebê.

“Antigamente quando as mulheres pariam em casa e as parteiras iam à casa da mulher, elas nunca iam sozinhas. Sempre ia uma mulher junto para explicar para a gestante como funcionava o parto, que a dor que estava sentindo era normal, se já era o trabalho de parto, como o bebê iria mamar, ou seja, auxiliar a parteira e a gestante, durante e depois do trabalho de parto”, explica a doula, Michele Ortega.

Neste tipo de parto, o médico simplesmente acompanha o parto. O ritmo e o tempo da mulher são respeitados.

“O parto humanizado respeita a fisiologia do parto. O parto é um evento fisiológico. Todas as mulheres já nasceram sabendo parir. Esse respeito ao parto fisiológico e a fisiologia do parto é o diferencial o parto humanizado”, relata a doula, Sandy Oliveira.

“Ele é centrado no protagonismo feminino. Todas as decisões são tomadas pela mulher. Ela que vai dizer quando quer tomar banho ou comer ou o movimento que quer fazer. Ela vai sentir como o corpo dela está trabalhando e conduzir o trabalho de parto. Pode haver intervenção, mas apenas se for da vontade da gestante. É um parto que respeita a vontade da mulher”, informa Michele.

“Escolhemos o parto humanizado porque queríamos dar um recepção com amor e carinho para o nosso bebê. Faz dois anos que ele nasceu e, naquela época, na nossa região se falava pouco nisso. Os protocolos hospitalares eram bem mais rígidos e a gente queria que ele viesse direto para o colo, que fosse esperado o cordão parar de pulsar. Havia algumas coisas que queríamos que acontecesse no parto dele mas que não eram aplicadas ainda nos hospitais. Um lugar que eu me sinto segura é a minha casa, por isso optamos também por um parto domiciliar”, conta Aline.

Fonte: MeuSUL
Foto: Aline Tartare/Arquivo pessoal

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