Cadeirante é modelo em ensaio fotográfico

A jovem Juliana Alberton apresentou dificuldades motoras desde os primeiros anos de vida. O fato foi percebido pelos seus pais e aos 6 anos recebeu um diagnóstico. Aos 11, perdeu totalmente o movimento das pernas e passou a utilizar uma cadeira de rodas para se locomover.

O período de adaptação foi difícil, mas ela superou os obstáculos. Um exemplo de otimismo, hoje, aos 29 anos, foi modelo de um belíssimo ensaio fotográfico.

Confira a entrevista na íntegra:

Você caminhou até aos 11 anos. Qual foi o diagnóstico?

Meus pais perceberam que eu tinha certa dificuldade para andar aos 2 anos. Aos 6 anos, através de uma eletroneuromiografia fui diagnosticada com polineuropatia sensitivo- motora com predomínio distal.

Como foi o processo de adaptação?

No começo foi mais complicado. Eu queria fazer as coisas e não conseguia, mas aos poucos fui pegando o jeito. Hoje faço de tudo em casa.

Quais as maiores dificuldades enfrentadas diante dessa situação?

A maior dificuldade foi mesmo o começo, o processo de adaptação. Hoje em dia não vejo muita dificuldade. Quando surge uma tarefa nova vou tentando até conseguir realizá-la.

Já sofreu preconceito?

Na verdade não tenho lembrança de ter sofrido preconceito, se sofri preconceito não devo ter percebido. Já aconteceu de chegar em alguns lugares e as pessoas ficarem olhando, mas não dou importância a isso.

O fato de ser uma cadeirante interferiu na sua autoestima e na vaidade?

Em alguns momentos interferiu, mas hoje me sinto uma mulher bonita e realizada. Tenho meus momentos de altos e baixos, como toda pessoa.

Você conseguiu alcançar seus objetivos de vida?

Com toda certeza, e tenho muito a agradecer a Deus. Tenho minha casa e consigo cuidar dela, um marido maravilhoso e superei as. Eu me vejo como uma pessoa sem problema, pois consigo fazer de tudo.

Você planeja ter filhos?

Ainda não paramos pra discutir isso seriamente. Confesso que tenho um pouco de medo... Mas quem sabe, né?!

Orleans oferece acessibilidade?

Em alguns lugares sim, mas em outros precisa mudar e muito. A falta de padronização das calçadas é o maior problema.

O que te levou a fazer esse ensaio fotográfico?

Foi uma surpresa pra mim. A Daiane da OneClick que sugeriu. No começo fiquei com receio porque sou meio tímida, mas meu marido e minha família me incentivaram. Então, resolvi fazer.

Qual o feedback recebido após a divulgação dessas fotos?

Nossa, foi muito bom ter feito essas fotos. O carinho das pessoas foi muito bom. Eu não esperava que fosse ser assim. Quero muito agradecer à equipe OneClick pela oportunidade e dedicação no ensaio.

Qual mensagem você deixa para as pessoas?

Gostaria de dizer para as pessoas que os obstáculos estão na cabeça de cada um. Se você vê um obstáculo  ou uma dificuldade e não tentar resolver, nunca conseguirá. Temos que acreditar em nossa capacidade.

Foto: OneClick

 

 

Fonte: Stéphanie Piava / Ligado no Sul

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