Professora é investigada por colocar fita adesiva na boca de alunos em escola de SC

A Secretaria de Educação de Campos Novos, no Oeste catarinense, vai investigar a conduta de uma professora de educação física que colou uma fita adesiva na boca de 19 alunas com idade entre oito e dez anos. As crianças são do terceiro ano. O caso ocorreu no último dia 20, na escola municipal André Rebouças, no distrito conhecido como Barra do Leão.

Em nota, a secretaria disse que explicou aos pais que a professora não teve intenção de reprimir as crianças, mas sim estimular o silêncio na aula de xadrez. A docente continua trabalhando na unidade, enquanto as investigações ocorrem. O Conselho Tutelar acompanha o caso.

Os pais foram chamados à unidade escolar nesta semana. Eles se reuniram com a direção e a professora para pedir explicações. Alguns, que preferiram não se identificar, contaram à reportagem o que ouviram dos filhos.

"Que a professora estava muito nervosa, muito braba, né. Porque não conseguia atenção deles, né. Então, ela disse que ia colar, que ia passar a fita na boca deles. E saiu pra fora na outra sala e quando voltou trouxe o rolo de fita. E começou a colar na boca de todos os alunos", relatou uma mãe.

Outra mãe também falou sobre o assunto. "A professora colocou assim como uma dinâmica em um jogo de xadrez. Mas, tipo assim, os alunos falam que foram mais tempo. Que ela brigou, xingou. Eu não admito isso, porque se a minha filha estava com algum problema, por que não me falaram? Porque eu nunca tive queixa nenhuma de nenhuma professora".

O Ministério Público pediu a abertura de um inquérito policial na delegacia para apurar a parte criminal. O procedimento também foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude.

 

Outro lado

Em nota, a secretaria disse que vai apurar os fatos por meio de procedimento próprio, e que se constatada qualquer infração tomará as medidas cabíveis. Falou que recebeu com surpresa o fato e que não compactua com a forma que a atividade foi realizada.

A direção da escola também se manifestou por nota, dizendo que a maioria dos pais entendeu a metodologia aplicada pela professora e que quem se sentiu lesado irá procurar pelos seus direitos.

Fonte: G1

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