Greve não está descartada, mas é difícil que ocorra: “todos terão prejuízo”

O reajuste do diesel, que ficou R$ 0,10 por litro mais caro, reascendeu a possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros em todo o país, a partir do dia 29 de abril. E o Sul catarinense acompanha de perto as negociações e avalia como pequena a possibilidade de greve, que seria a segunda da categoria em menos de um ano. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) monitora a situação e acompanha as negociações.

O aumento do diesel foi anunciado durante uma coletiva na noite da última quarta-feira, dia 17, pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Os aumentos vinham sendo realizados em um intervalo de pelo menos 15 dias, o que preocupa os caminhoneiros.

“Se parar, vai parar com força”

Para o coordenador social do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Vale do Araranguá (Sinttravale), Jair Ferraz, o Governo Federal e a Petrobras precisam estancar os aumentos. Caso contrário, os reajustes do óleo diesel devem inflacionar o mercado. “Ninguém vai suportar os aumentos. O caminhão consome muito diesel e isso vai acarretar no consumidor final. Quem vai comprar o arroz, a fruta, o feijão, a carne. O povo tem que acordar e ver que isso vai respingar no bolso do consumidor final, das pessoas que vão no mercado, na farmácia. Hoje tudo é carregado em cima de um caminhão”, alerta.

O Sinttravale é presido por Marizane Patrício e liderou a greve dos caminhoneiros do ano passado no Extremo Sul, sobretudo na região de Araranguá. Mesmo diante dos constantes reajustes e com a precariedade na fiscalização do cumprimento do piso mínimo do transporte rodoviário, o Sinttravale não acredita em uma nova paralisação."Tudo que temos são informações de Três Cachoeiras, São Paulo e Imbituba. O primeiro passo é realizar as negociações e esperar chegar no limite. Vai ser difícil ter outra greve. Ninguém aguenta mais pagar impostos. Se a negociação for positiva, de conseguirmos ir levando sem parar, é melhor. Porque todos terão prejuízo, os trabalhadores, as empresas, o Brasil. É uma catagoria que merece respeito. Faremos de tudo para não parar", afirmou Jair Ferraz, coordenador social do Sinttravale.

Os principais motivos para evitar a greve estão no transtorno e no prejuízo gerada por ela. Segundo o Ministério da Fazenda, o prejuízo à economia gerado pela paralisação bateu na casa dos R$ 15,9 bilhões. Isto levando em conta a queda na produção industrial e na arrecadação tributária. “É 90% de chances para não ter. Se parar, vai parar com força. O pessoal se organizou muito. O povo vai parar com força, vai ser igual a outra greve. Vai dar um baque grande no Brasil. O Bolsonaro é um presidente que temos esperança que olhe para a categoria. Depois da greve, todos os políticos perceberam a importância dos caminhoneiros. Se o caminhão parar, o Brasil para”, avisa Ferraz.

Em 2018 foram 11 dias de paralisação e dez postos de protestos no Sul catarinense, entre os municípios de Imbituba e Santa Rosa do Sul.

Fonte: Portal Sul in Foco

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