Mãe luta por direitos de filho com down

Colocar na prática os direitos previstos em lei não tem sido uma tarefa fácil para a família de Renata Souza Albuquerque, de Tubarão. Ela entrou em contato com o jornal Diário do Sul para expor as dificuldades que enfrenta no dia a dia por ter um filho com Síndrome de Down. A história de Renata se junta a de várias outras pessoas que têm no núcleo familiar alguém com necessidades especiais.

Renata é de Tubarão e voltou há pouco tempo com a família para morar na cidade. Segundo ela, nesse primeiro período de readaptação, eles vêm encontrando dificuldades, já que, segundo Renata, nem todos têm conhecimento das leis que amparam as pessoas com Síndrome de Down, como o filho dela, Augusto, de seis anos. “Estacionar, por exemplo, sempre gera desconforto. Nem todo mundo conhece a lei estadual de número 17.292, sancionada em 2017, que prevê que tanto os estacionamentos públicos quanto os privados devem conceder, aos veículos utilizados por pessoas com deficiência, período mínimo de gratuidade do pagamento de tarifa equivalente a 90 minutos. Já trataram eu e meu filho de maneira rude porque comentei sobre a existência dessa lei. Isso aconteceu quando eu levei ele na terapia. E, mesmo mostrando que a lei existe, ainda tem pessoas que nos faltam com respeito”, explica Renata.

Outra situação em que o desconhecimento das leis se mostra frequente, segundo a mãe de Augusto, é na área cultural. “A mesma lei também prevê meia-entrada para as pessoas com deficiência em estabelecimentos culturais, esportivos, de lazer e entretenimento. Mas nem todos os locais que fazem parte desse nicho sabem ou conhecem a regra. Sei que outros pais também encontram a mesma dificuldade e precisam sempre se impor, mostrar a lei, argumentar, mas seria interessante se todos que tivessem algum estabelecimento comercial passassem a saber mais sobre os direitos que as pessoas com algum tipo de deficiência podem ter naquele local”, conta.


CONHECIMENTO É FUNDAMENTAL

A diretora da Apae de Tubarão, Sulani Zanini Pizzolo Stupp, é direta quando o assunto é o desconhecimento das leis que envolvem as pessoas com algum tipo de deficiência. “O que falta aos nossos cidadãos, em geral, é o entendimento e o respeito aos direitos, à lei. Se ela existe, é para ser cumprida, não para ser olhada com indignação”, explica. 

“A população tem que entender que isso não serve só para pessoas com Síndrome de Down, mas para quem tem alguma doença, para idosos, crianças, grávidas. Sempre existem leis que reservam algum tipo de direito constitucional para essas pessoas, como na hora de estacionar o carro, em eventos culturais, para entrar no mercado de trabalho e até em concursos públicos. A Apae, inclusive, está de portas abertas para receber empresários que querem entender melhor essas leis, para poder atuar com transparência e seriedade com todos”, ressalta Sulani.

Fonte: Jornal Diário do Sul

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