Sul apresenta elevação no número de acidentes de trabalho

A Região Sul de Santa Catarina vinha apresentando diminuição no número de Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT), nos últimos anos. Porém, a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), somadas, mostraram elevação no comparativo entre 2017 e 2018.

Segundo os números do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT), as 27 cidades chegaram a 3.957 acidentes no ano passado, 789 a mais que o registrado em 2017, quando os números ficaram em 3.168. Uma regressiva mostra uma queda nos números: em 2014, foram 3.810; no ano seguinte, 3.545 e em 2016, 3.304.

Entre as duas microrregiões, a Amrec é a que apresenta os maiores números de acidentes. Foram 3.047 em 2014, saltando para 3.297 em 2018, uma elevação de 250. Com 15 cidades, a Amesc apresenta menos notificações e registra queda no comparativo dos cinco anos anteriores: 763 em 2014 para 660 em 2018.

Prevalência dos acidentes

Maior cidade, Criciúma é também a que mais apresentou acidentes em 2018: 1.598, ou seja, 199 casos a cada 10 mil trabalhadores com carteira assinada. Da região o município que aparece com a maior prevalência de incidentes é Lauro Müller, com 324 casos a cada 10 mil trabalhadores. Neste quesito, a cidade, inclusive, é a 10ª em todo o estado. O setor econômico com o maior número de acidentes no ano passado em Lauro Müller, conforme o levantamento do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho/MPT é a extração Mineral: foram 42 casos, ou seja, 56% das notificações.

Em Criciúma, o maior número se concentra na fabricação de produtos cerâmicos com 16%, seguido de perto das atividades de atendimento hospitalar: 15%. Na cidade, os ceramistas foram as maiores vítimas: 988, ou seja, 14%. Técnicos de enfermagem estão na segunda posição com 709 notificações (10%).

Prevenção é o caminho

O presidente da Associação de Defesa dos Vitimados pelo Trabalho das Regiões da Amrec, Amesc e Amurel (ADVT), Júlio César Zavadil, enfatiza que a saída para diminuir estes índices é focar na prevenção. “Há um desmonte na política pública de saúde de uma forma geral. Agente vê isso na tabela de medicamentos do SUS de onde tiraram itens para pessoas com câncer e para transplantados. Estamos com dificuldades na dispensação de medicamentos para diabéticos, onde tem que entrar com ações e o Judiciário tem dificultado. A prevenção do acidente de trabalho vem pelo conhecimento, pela fiscalização, quando a Vigilância Sanitária vai vistoriar espaços insalubres ou que adoecem os trabalhadores para propor as mudanças. Quando ações assim são dificultadas, quando se começa a diminuir a quantidade de fiscais, a flexibilizar a Legislação, a impedir que o Ministério Público trabalhe, o trabalhador passa a adoecer mais”, pontua.

Fonte: Portal TN SUL

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