Greve segue sem previsão de acabar

Amanhã se completa um mês da greve dos bancários. Até ontem, não havia sequer sinal de acordo dos servidores com os banqueiros, e mais de 600 agências estavam fechadas em Santa Catarina. Na região os bancários aderiram em massa, e seguem com os braços cruzados.

 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Tubarão e Região, Armando Machado Filho, a expectativa da categoria é de que entre hoje e amanhã deva acontecer alguma reunião. “Mas ainda não há nada certo. Os bancos não querem ceder e seguimos sem previsão de voltar ao trabalho normal”, antecipa ele.

 

No último encontro, que foi na quarta-feira, 28, a Federação ofereceu aumento de 7%, mas os trabalhadores pedem reajuste de quase 14,62% no salário. Até o momento foram nove reuniões entre as entidades.

 

Em nota, a Federação informou que “a proposta apresentada traduz o esforço dos bancos por uma negociação rápida e equilibrada, capaz de atender às demandas por correção salarial e outros itens da convenção coletiva com um modelo ajustado à atual conjuntura econômica”.

 

Atualmente os bancários pedem reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, Participação de Lucros e Resultados no valor de três salários mais R$ 8.317,90, piso no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), vales-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário mínimo nacional (R$ 880), 14º salário, fim das metas abusivas e do assédio moral, fim das demissões, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho, entre outras reivindicações.

 

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra que os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheque, transferências e saques de benefícios sociais.

 

Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.

Sem acordo na Celesc

Em assembleias realizadas ontem em todo o Estado, os trabalhadores da Celesc decidiram rejeitar a contraproposta da empresa para fechamento de acordo coletivo de trabalho. Por isso, a greve – que hoje completa nove dias – está mantida. Os trabalhadores informarão o resultado das assembleias à Procuradoria do Ministério Público do Trabalho e aguardam nova audiência de mediação no MPT amanhã, às 14h.

 

Fonte: Diário do Sul

Imagem: Marcelo Becker/DS

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