Na luta contra o câncer de mama

Com garra, tranquilidade e determinação, a professora Rosângela Gomes de Carvalho Alves, 36 anos, de Tubarão, está na luta contra o câncer de mama. Ela descobriu a doença em agosto, quando foram constatados três tumores no seio.

No fim do ano passado, Rosângela notou uma covinha na mama direita e não imaginava que poderia ser câncer. “Em dezembro de 2015, fiz a mamografia mas o médico disse não ser nada. O pior é que este câncer já está no meu corpo desde o primeiro exame feito, ou seja, já estou doente há pelo menos um ano. Descobri porque voltei no ginecologista em agosto e relatei que o nódulo não havia sumido”, relata.

No dia da descoberta, diz ela, “o chão se abriu”. “Chorei muito enquanto me vestia, entrei para fazer exame por teimosia e saí com câncer. Daí para frente começaram as consultas e os exames. Comecei o tratamento e estou na segunda quimioterapia. Posteriormente, vou passar pela mastectomia, pela radioterapia, pelo acompanhamento de cinco anos. Raspei meu cabelo dia 11 de outubro, mas estou tentando tirar algo de bom nisso”, ressalta.

Para Rosângela, que ainda fez uma cirurgia cerebral para implante de eletrodos em abril (ela tem distonia, doença incurável que compromete a coordenação motora), ficar careca não mudou nada. “Sou mulher, continuo feminina, mãe, estressada e, se eu quiser e quando eu quiser, sensual. A falta dos cabelos não apagou meu sorriso. Descobrir um câncer após uma cirurgia cerebral complexa – embora um não tenha nada a ver com o outro – não é algo fácil de encarar. Mas tenho lidado bem com a doença”, afirma

“Muita gente acha que a cirurgia que fiz no cérebro (implante de eletrodos) tem a ver com o câncer. Mas não tem. Tive o diagnóstico em 2006 e, embora incurável, há tratamentos paliativos. Esses eletrodos são interligados por fios que correm por trás da cabeça, pescoço, peito e se ligam ao marca-passo cerebral, que é o transmissor que, por indução, recarrega os eletrodos que estão no cérebro. Para isso, faço uso de controle remoto e me recarrego sempre, duas vezes por semana”, explica.

Rosângela ainda acrescenta: “Eu sei que estou doente, mas não me sinto assim. Faço planos, tenho sonhos e busco viver o hoje como se realmente não tivesse amanhã. Sigo assim porque espero deixar o melhor de mim e não quero que as lamentações façam parte da minha história”.

 

Fonte: Diário do Sul

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