'Enquanto ele não for preso não vamos viver', diz pai de jovem morta abandonada por companheiro em hospital de SC

O pai de Gabriella Custódio da Silva, 20 anos, morta com um tiro no peito, disse nesta segunda-feira (29) que não era a favor do relacionamento do casal e que a família não vai descansar enquanto Leonardo Nathan Chaves Martins, 21 anos, não for preso. O companheiro é o principal suspeito do crime, afirma que o tiro foi acidental e responde em liberdade.

Gabriella morreu na última terça-feira (23) após ser baleada na casa da sogra no distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Ela foi levada pelo companheiro para o pronto-socorro do Hospital Bethesda dentro do porta-mala de um carro. O suspeito fugiu do local menos de um minuto após deixá-la. Ele prestou depoimento na última quinta-feira (25) e foi liberado.

"Enquanto ele não for preso a gente não vai viver. Perdemos um pedaço que não tem volta", disse o pai Marcelo Silva. O advogado dele, Marco Aurélio Marcucci, ainda contesta a versão do suspeito dita à polícia. "Não tem como dar um tiro acidental no peito", completa.

O pai acredita que a filha o estaria poupando de informações sobre violências sofridas, para não prejudicar o relacionamento. "Depois que foram morar junto, passou um tempo, ela começou a se distanciar. Várias pessoas, amigos dela, falaram que ela aparecia com olho roxo, que ela emagreceu muito nestes dois meses e meio, três meses vivendo com ele", concluiu o pai.

O advogado Marcucci esclarece a vontade da família de prisão preventiva. "A apresentação espontânea do suspeito não impede a prisão preventiva. Ele destruiu provas, ele obstruiu a justiça, mentiu para o delegado", afirma o advogado.

O advogado de Leonardo, Pedro Wellington, disse que não vai comentar o caso nesta segunda. O delegado Eliezer Bertinotti deve ouvir o pai de Leonardo nesta segunda-feira, mas a reportagem não conseguiu contato com a Polícia Civil até esta tarde.

Investigação

A Polícia Civil segue a investigação e vai decidir se pede a prisão preventiva dele. A versão da defesa é que a arma disparou enquanto Leonardo mostrava o objeto para Gabriella, que o pai dele havia comprado.

O delegado Eliezer Bertinotti liberou Leonardo até concluir as investigações do inquérito. No entanto, confirma que o companheiro efetuou disparo. A sogra de Gabriella prestou depoimento e afirmou que ouviu o tiro, mas não viu o casal, segundo a Polícia Civil.

Após sair do hospital, Leonardo foi para casa, onde deixou o carro e fugiu. Em seguida, ele teria entrado em contato com pai dele para pedir ajuda. Um amigo do pai foi retirar o carro da garagem e foi preso na sequência, por embriaguez ao volante.

A Captiva foi apreendida e arma usada no crime não havia sido encontrada até esta segunda-feira.

Fonte: G1

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