Várias cidades registram atos contra reforma previdenciária

Tubarão

Profissionais da Educação estão em estado de greve desde ontem, quando ocorreu em Florianópolis uma Assembleia Estadual Extraordinária convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado (Sinte/SC).

No dia 25, terá uma reunião da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que determinará os próximos encaminhamentos. Em seguida, o Sinte deve convocar nova assembleia, em local ainda indefinido, para decidir o futuro do estado de greve.

Segundo a presidente do Sinte/Tubarão, Tânia Fogaça, 40 profissionais do município participaram do encontro na Capital. Em seguida eles tomaram parte do ato público pelas ruas da cidade, que reuniu cerca de 10 mil pessoas de vários setores em protesto contra a reforma da Previdência Social proposta pelo presidente Michel Temer.

Em Tubarão, profissionais ligados ao Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut) também aderiram ao dia nacional de manifestação. Cerca de outros 15 sindicatos, de outros segmentos, participaram do protesto.

Às 10 horas, o grupo seguiu em passeata da antiga rodoviária até o museu Willy Zumblick, no Centro. Pelos cálculos da presidente do Sintermut, Laura Isabel Guimarães Oppa, aproximadamente 800 pessoas compareceram à passeata. Ela afirma que 70% das escolas municipais tiveram profissionais participando do evento. O grupo planeja fazer nova passeata contra a reforma em 9 de abril, um domingo.

O coordenador do Sindicato de Agricultura Familiar, Mário Licheski Matuchaki, veio de Grão Pará para participar do encontro. “A reforma vai prejudicar o povo e esvaziar o campo. Não tem como admitir”, reclama.

Ele diz que os agricultores serão ainda mais afetados, caso a mudança nas regras de aposentadoria seja aprovada, por causa de sua jornada de trabalho mais extenuante, de quase 14 horas diárias. “É um atentado contra a vida esta reforma”, critica.


Padre diz que reformas podem ser barradas com protestos
O padre Aluisio Heidemann, vigário de São Ludgero e coordenador da Pastoral da Terra, diz que a maior parte da Igreja Católica apoia as manifestações. “Não é reforma, é golpe no povo. Só vai acrescentar sofrimento”, afirma.
Ele acredita que com manifestações seja possível barrar as reformas. “O povo está despertando rápido. Se ele se levantar, dá para derrubar as reformas deste governo ilegítimo”, garante.

Fonte: Notisul

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