Damares Alves diz que vem recebendo ameaças de morte, mas nega estar cogitando deixar governo Bolsonaro

A ministra Damares Alves negou que estaria deixando o cargo no governo Bolsonaro . Segundo informações da revista "Veja", a titular da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos teria pedido demissão, alegando cansaço e saúde debilitada após quatro meses no ministério, além de ameaças de morte.

— Informo que não pretendo sair do governo — disse em nota ao GLOBO.

A ministra, que coleciona polêmicas à frente do cargo, disse ainda em entrevista ao programa " Jornal da Manhã", da rádio Jovem Pan na manhã desta sexta-feira, 3, que vem recebendo ameaças de morte e que se mudou para um hotel, em Brasília.

O novo endereço, porém, tem sido mantido em sigilo por questões de segurança. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) orientou ainda a ministra a não antecipar informações sobre sua agenda, que é bastante movimentada, com viagens frequentes para eventos oficiais.

Na entrevista à rádio, Damares reforçou que fica no cargo "até o dia que o presidente Bolsonaro precisar de mim, entender que eu sou útil, e até minha saúde aguentar." "Quando fui convidada para ser ministra, já estava pedindo aposentadoria, estava parando por um processo de cansaço, de exaustão. O problema não são as ameaças, é o processo de cansaço e exaustão. No momento que estava parando, aceitei. Nenhum ministro está trabalhando menos do que 15 horas por dia neste governo. De 15 a 18 horas por dia", complementou a ministra.

"Não vou deixar o governo, não. Tenho muita coisa para fazer, para desenvolver."

Em sua conta pessoal no Twitter, ela afirmou novamente que fica até quando o "presidente Bolsonaro quiser e Deus me der saúde. E olha, tenho muita".


Ameaças desde o começo do governo

"No momento da posse, vocês todos ficaram sabendo que havia ameaças a mim e ao presidente Jair Bolsonaro. Houve até uma situação de bombas, e foram encontrados artefatos em uma igreja no DF. A partir daí, eu fiquei numa análise de risco e fiquei tendo cuidado. Tive que sair de casa, fui pra um hotel, estou no hotel até hoje e fazendo uma análise do momento em que posso voltar pra casa. Essas ameaças vêm via Facebook, redes sociais. Mas sempre fui vítima de ameaças, não é porque sou ministra, não", contou.

Ela atribui os ataques ao fato de lidar com "temas polêmicos, como o crime organizado". "Vamos lembrar que pedofilia é crime organizado. Legalização das drogas, que eu me coloco de forma veementemente contra, tem crime organizado. Crianças desaparecidas, tráfico de mulher também", elencou. E concluiu, dizendo que as ameaças estão sendo investigadas. "Estou tendo todo o cuidado possível. Confesso que elas não me assustam, não."
 

Fonte: O Globo

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