Pescaria Brava pode ter novas eleições

O pleito eleitoral encerrou no último domingo, porém em Pescaria Brava, ao que parece, a eleição municipal está longe de terminar. Os representantes da coligação Pescaria Brava no Rumo Certo, na qual o candidato a prefeito era o atual gestor Antônio Honorato (PSDB), entraram com pedido de anulação do resultado do pleito por causa de supostas irregularidades. Honorato ficou em segundo lugar na disputa com 2.750 votos, o candidato Marciano Costa (PSD), com 1.208 ficou em terceiro, e Deyvisonn Souza (PMDB), com 2.751, foi o vitorioso com apenas um voto de diferença. 

Conforme o gestor, as pesquisas sempre o apontavam na frente com uma grande diferença, contudo a surpresa nas urnas ocorreu. “Depois de assistir a entrevista do meu opositor em dizer que levaram pessoas acamadas para votar, o que já está errado, e quando saí para agradecer a quantidade de votos recebidos em uma comunidade, várias pessoas estavam com o sentimento de culpa, vi que tinha algo errado. Nesta comunidade havia 199 eleitores, os quais 181 foram exercer a sua cidadania. Foi estranho porque alguns disseram que não puderam ir por causa de problemas de saúde”, destaca.

O atual prefeito afirmou que em outras comunidades também ocorreu fraude. “É curioso o fato de uma pessoa estar internada há mais de 15 dias, sair do hospital, votar e retornar à casa de saúde no mesmo dia, analfabeto, assinou o seu nome perfeitamente. É quase impossível que não haja a nulidade desta eleição. Depois de denunciarmos à Justiça Eleitoral, as pessoas passaram a nos procurar e dizer que não participaram do pleito”, conta o prefeito. 

Além dos acamados e hospitalizados, os falecidos também participaram do pleito. Maria Justino Costa, morta em outubro de 2009, foi uma das que votou. De acordo com Ana Rosa Costa, uma das filhas de Maria, a situação é lamentável. “Ficamos espantados com a situação. É humilhante. A minha mãe sempre foi uma pessoa honesta e justa. Queremos saber quem fez isso e vamos em busca de justiça”, explica Ana Rosa.

Procurado pelo Notisul, o candidato Marciano afirmou que não pedirá a nulidade da eleição e o vencedor do pleito, Deyvisonn, não atendeu e nem retornou as ligações.

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