Ações de prevenção são intensificadas após surgimento de caso de dengue autóctone em Florianópolis

O Centro de Controle de Zoonoses realizou a aplicação de inseticida no bairro Monte Cristo, na região continental de Florianópolis, nesta quarta-feira (6). Na região mora um homem de 24 anos, que foi registrado como o primeiro caso de dengue autóctone do Estado, ou seja, que contraiu a doença no mesma cidade em que reside. A aplicação do veneno abrange um raio de 150 metros do local onde o paciente vive ou trabalha.

Nesta terça-feira (5), o bairro Estreito, local de trabalho do homem, já havia recebido o inseticida. O caso foi divulgado pela prefeitura da capital na noite de segunda (4). Segundo o órgão municipal, o quadro de saúde dele é estável e o homem já está em casa.

"Isso é muito bem padronizado pelo Ministério da Saúde. A partir do momento que você detecta um caso, é feito um raio de 150 metros ao redor e trabalha em duas etapas. Numa primeira etapa você visita todas as casas e o pessoal da Vigilância vai lá e identifica se tem algum foco de mosquito, se tem larvas dentro dessas casas e trata esses focos. Numa segunda etapa, neste mesmo raio aplica o fumacê, um inseticida. Isso sempre é feito no local onde o indivíduo trabalha e onde mora", explica o secretário de Saúde de Florianópolis e também médico, Carlos Alberto Justo da Silva.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a aplicação do veneno, através da flutuação, não causa nenhum mal à saúde das pessoas. Os danos ocorrem somente se o contato com o inseticida for duradouro ou recorrente.

Por isso, o secretário pede que a população colabore durante a vaporização. "Quando a Vigilância chegar, saiam de casa, deixem as portas abertas, levem os animais de estimação para fora para que o veneno seja efetivo. O mais importante é que a população se conscientize que nós precisamos combater o mosquito. Estamos com 155 focos na ilha, está aumentando o número de focos, já temos no centro", orienta.

Segundo o secretário, existem algumas suspeitas para o surgimento do primeiro caso autóctone no estado. "Esse indivíduo trabalha numa linha de ônibus interestadual. A gente sabe que esses mosquitos infectados podem ser trazidos pelas pessoas ou pelos caminhões, que cruzam as nossas rodovias", diz.

 

Dengue em SC

Apesar do próximo boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC) ter previsão de divulgação na próxima quinta-feira (7), o órgão adiantou que apenas outros dois casos de dengues foram registrados no estado neste ano, mas ambos importados. São moradores de Florianópolis que viajaram para o Acre e Goiás e ficaram doentes.

A Dive-SC diz que o primeiro caso autóctone, ou seja, contraído no próprio estado, alerta sobre a necessidade de prevenção e eliminação dos focos do mosquito.

 

Medidas após confirmação

De acordo com a prefeitura, desde sexta-feira equipes do Centro de Controle de Zoonoses realizam vistorias em um raio de 150 metros a partir da residência e local de trabalho do paciente autóctone.

Segundo a prefeitura, todos os locais removíveis que são potenciais criadouros do mosquito foram vistoriados.

Florianópolis está com 155 focos de focos do mosquito Aedes aegyti, segundo a prefeitura, a maioria deles na área continental.

Fonte: G1

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