Jovem busca adaptação após acidente

O adolescente Gustavo Vieira Vitor, morador de Laguna, acaba de começar a treinar num time de handebol adaptado para cadeirantes em Criciúma. No esporte, ele busca encontrar um aliado para seguir em frente sem pensar muito nas dificuldades. Tem sido assim desde que perdeu as duas pernas num grave acidente dez anos atrás.

“Praticar esporte para mim é um hobby, é algo que faço para me divertir e para passar o tempo. Acho que isso me ajudou até aqui”, comenta o rapaz, hoje com 16 anos. Ele conta que os treinos de handebol começaram há duas semanas e que teve o incentivo da mãe. “Ela não queria que eu ficasse em casa sem fazer nada”, diz.

Sem opções de esporte adaptado na cidade onde mora, a família encontrou uma oportunidade no time da Faculdade Satc, em Criciúma. Os treinos ocorrem duas vezes por semana. “Confesso que no primeiro dia eu não me empolguei tanto. Mas depois já me adaptei melhor. Quero continuar para ver como vai ser daqui para frente”, comenta Gustavo.

A mãe, Grasiela Campos Viera, comenta que o filho sempre gostou de praticar esportes e que, mesmo depois do acidente, costumava jogar futebol no chão com os outros garotos da escola. “Já pratiquei futebol, vôlei, skate...”, acrescenta o rapaz.

Sobre as dificuldades impostas, Gustavo fala que sempre buscou “não pensar muito nisso”, que se adaptou rápido e tentou continuar fazendo as coisas de que gostava. “A vida com deficiência tem limitações, mas com o tempo você consegue se adaptar a essas limitações”, destaca o adolescente.

Grasiela ressalta que, agora, com o esporte adaptado, ele tem a oportunidade de conhecer pessoas que também têm deficiências físicas e que isso é um incentivo para seguir em busca de seus sonhos.

“Lá, ele convive com pessoas na mesma situação, que venceram na vida, que são formadas em faculdade, têm um emprego e são realizadas. Isso estimula e muito”, diz a mulher.


Atropelado por ônibus aos seis anos de idade

Gustavo tinha apenas seis anos de idade quando foi atropelado por um ônibus, na estrada geral do bairro Barranceira, em Laguna, a alguns metros de casa. Apesar da gravidade, o menino sobreviveu, mas precisou ter as pernas amputadas.

“O ônibus estava atrasado e vinha corrido. Ele tentou atravessar a rua, mas não deu tempo”, recorda a mãe.

Depois do acidente, ocorrido no dia 26 de junho de 2007, a família iniciou uma luta pedindo indenização – ela só veio cinco anos depois. A briga chegou a ser tema de reportagens no DS naquela época.

“Com o dinheiro, compramos a casa em que vivemos hoje e um carro para facilitar o transporte dele”, relata a mulher.

Fonte: Diário do Sul

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